
22/04/2020
A química Viviana Maia trabalhou por 20 anos na iniciativa privada, desde seu estágio para formação como técnica em Química – pelo antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis, hoje Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) –, em indústrias especializadas em compósitos. Mas sua preocupação com a destinação dos resíduos decorrentes da produção a conduziram para a área acadêmica, em 2017, quando o tema inspirou seu projeto de mestrado profissional no curso de Ciência e Tecnologia de Materiais da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo).
A pesquisadora conta que desde criança era apaixonada pela Química. “Eu dizia para a minha mãe que seria cientista da Nasa”, revela Viviana. Sua mãe, educadora, incentivava o gosto da filha comprando os brinquedos de “pequenos cientistas”. Graduada em Química pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio) e com MBA em Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001) pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Viviana diz que está concretizando seu sonho de ser pesquisadora em tempo integral. Ela chegou a cursar Química na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), mas não conseguiu concluir o curso, devido à dificuldade de conciliar o trabalho com a faculdade, tão distante. “Química sempre foi a minha praia. Pesquisa me faz vibrar”, afirma Viviana, para quem ser auditora de ISO 9001 lhe confere um olhar mais crítico e seletivo e uma visão macro que observa todas as possibilidades de falhas.
Viviana explica que compósito, em particular o compósito termofixo, é um plástico especial utilizado na Engenharia, que, depois de conformado, compete com o aço. Como o nome sugere, compósitos são materiais de moldagem estrutural, formados por uma fase contínua polimérica (matriz) reforçada por uma fase descontínua (fibras), que se agrega físico-quimicamente após um processo de crosslinking polimérico (cura). Na moldagem destas duas fases ocorre o acoplamento das mesmas, proporcionando ao material final propriedades especiais que definem sua moderna e ampla aplicabilidade.
Viviana explica que compósito, em particular o compósito termofixo, é um plástico especial utilizado na Engenharia, que, depois de conformado, compete com o aço. Como o nome sugere, compósitos são materiais de moldagem estrutural, formados por uma fase contínua polimérica (matriz) reforçada por uma fase descontínua (fibras), que se agrega físico-quimicamente após um processo de crosslinking polimérico (cura). Na moldagem destas duas fases ocorre o acoplamento das mesmas, proporcionando ao material final propriedades especiais que definem sua moderna e ampla aplicabilidade.
Essa composição de diferentes fases (contínuas e descontínuas) de materiais visa à obtenção de um produto de excelente qualidade e resistência. Em geral, o compósito é produzido a partir de uma demanda específica de clientes, produzido sob medida para cada projeto, agregando características como leveza, rigidez, resistência ao fogo, a ambientes quimicamente agressivos, corrosão marinha, mudanças de temperatura etc. Por serem bem leves e resistentes, os compósitos são bastante utilizados em plataformas de petróleo, nos pisos, guarda-corpos, pontes, passarelas e rotas de fuga, que precisam ser resistentes ao fogo.
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