
05/03/2020
A disseminação do novo coronavírus tem sido assunto recorrente no Brasil, em especial após a confirmação de dois casos nacionais e o aumento das suspeitas de contágio.
Com isso, aumentaram também as fake news, os boatos e as informações exageradas sobre o vírus, o que pode causar pânico não só entre adultos, mas nas crianças.
O Globo ouviu três especialistas para criar um guia para pais e educadores tratarem do tema com as crianças. Eles recomendam evitar alardes desnecessários e reforçar os ensinamentos de prevenção às doenças respiratórias, com dicas lúdicas sobre hábitos de higiene.
Evitar o pânico
Como explicar a doença?
De forma simples e direta: que se trata de um novo vírus, de transmissão respiratória, como tantos outros que circulam entre nós. Pode-se dizer que não há vacina e que por isso é importante a prevenção.
Não alarme os pequenos
O coronavírus é uma doença respiratória e, para evitá-la, é preciso tomar os mesmos cuidados que deveríamos adotar com a gripe, por exemplo. Não há motivo para pânico quando os cuidados de higiene são adotados.
Não é necessário ressaltar o número de mortes porque pode criar uma percepção de risco maior do que é de fato.
Meu filho está espirrando. O que fazer?
No cenário atual, nada muda. Ou seja: com ou sem coronavírus, se a criança está doente, especialmente com doenças febris ou respiratórias, não é para levá-la para a escola. Estas doenças são transmissíveis. Se não há doença alguma, gripe, diarréia, conjuntivite, a vida segue normal.
Cuidados na escola
Meu filho está com suspeita da doença
Crianças que apresentam sintomas de coronavírus e se encaixam na classificação de caso suspeito não devem ir à escola. A medida deveria ser adotada em qualquer quadro de doença respiratória. A higienização total da sala também deve ser feita e as aulas podem transcorrer normalmente.
E se o coleguinha tem os sintomas?
Criança com tosse, febre, coriza e outros sintomas tem todo dia na escola. Infelizmente os pais levam seus filhos para o colégio mesmo doentes. Basta abaixar a febre, por exemplo. E isso ocorre, muitas vezes, por desconhecimento. Em relação a sintomas inespecíficos, hoje, com nenhum caso de coronavírus confirmado entre crianças, não há o que fazer. É importante destacar que as crianças não são vítimas preferenciais do coronavírus.
Leia a matéria completa em O Globo
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