
03/03/2020
Problemas nas cisternas que armazenam a água que abastece a Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, estão afetando o funcionamento do Hospital Veterinário da universidade (Huvet) e seus laboratórios de pesquisa.
Após os primeiros testes na água, a direção do campus interrompeu as atividades no setor administrativo, nos laboratórios de pesquisa e no hospital.
Segundo os funcionários, o próprio Laboratório de Bioquímica da UFF realizou exames na água e encontrou índices preocupantes de coliformes fecais. A avaliação não foi divulgada oficialmente pela instituição.
Depois de dois dias fechado, o hospital voltou a atender utilizando apenas água mineral.
De acordo com a denúncia de funcionários da UFF, cerca de 100 servidores tiveram que consumir água contaminada por alguns dias. Segundo eles, a universidade pediu que os trabalhadores levassem água mineral para o consumo.
Desde o início de fevereiro, a qualidade da água oferecida para os servidores, alunos e pesquisadores da instituição federal é questionada.
"A água da Veterinária da UFF está com cor e odor bem estranhos. Está muito ruim. A gente estava tendo que levar água mineral para beber. Não tinha condições", disse uma funcionária que preferiu não ser identificada com medo de represálias.
Nos dias 17 e 18 de fevereiro, todo o setor administrativo do campus, os laboratórios de pesquisa e o Huvet tiveram suas atividades suspensa
A UFF forneceu a água mineral, mas a unidade veterinária precisou fechar antes do horário normal de atendimento por conta da grande demanda de água em suas atividades.
De acordo com o sindicato de servidores da UFF, as duas cisternas do campus apresentam indícios de contaminação por esgoto e fezes de pombo. Uma delas inclusive estaria rachada há algum tempo.
Os funcionários acreditam que a contaminação aconteceu depois das fortes chuvas que caíram no município no início de fevereiro. Segundo eles, com o local alagado e os reservatórios rachados, a água da chuva entrou nas cisternas e contaminou a água potável.
"A parede de uma cisterna está rachada. Na outra, a tampa não fecha. Com isso, a água entra em contato com o ambiente externo. Como na primeira semana de fevereiro choveu muito em Niterói, o local alagou. A água subiu cerca de 30cm no campus da veterinária", relatou um servidor.
De acordo com as denúncias apresentadas ao G1, a UFF vem ignorando os pedidos de explicação feito por funcionários.
"Nós tivemos a informação que a diretora da unidade mandou trocar toda a água das cisternas e limpar os reservatórios, mas não concertaram o problema. Quando chover novamente vai contaminar tudo outra vez. Nós também queremos um novo laudo da potabilidade da água", questionou.
Em nota, a UFF confirmou que as atividades na faculdade de veterinária foram suspensas, mas que o Hospital Veterinário segue atendendo com a utilização de água mineral.
Segundo a instituição, "os serviços de limpeza das cisternas e caixas d´água na Faculdade de Veterinária estão em fase de finalização".
A universidade informou também que as análises de qualidade da água, feitas pelo Laboratório de Microbiologia do Departamento de Tecnologia de Alimentos da própria faculdade, terão seus resultados divulgados assim que possível.
"A direção da unidade informará sobre o laudo de potabilidade da água, assim que estiver em posse do documento. A UFF agradece a colaboração de todos da comunidade da Veterinária, especialmente à equipe do Laboratório de Microbiologia de Alimentos, assim como à equipe da SOMA e aos zeladores", dizia a nota da UFF.
Fonte: G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
