
11/02/2020
A geosmina levou o mau cheiro da falta de saneamento para a torneira de nove milhões de habitantes da Região Metropolitana e, com décadas de atraso, soou o alarme sobre a má qualidade da água. Enquanto o saneamento está na Idade Média — só 1% do esgoto que chega à captação do Guandu é tratado —, os contaminantes estão no século XXI. E muitos poluentes não são tratados pelas parcas estações em operação no Rio.
É o caso de medicamentos, como hormônios; produtos de limpeza, como triclosan; e plásticos, como BPA, que vão parar nos cursos d’água. Todos interferem no sistema endócrino. A contaminação crônica por hormônios pode, por exemplo, provocar a troca de sexo e esterilidade em peixes. Em seres humanos, estudos indicam que pode estar relacionada a câncer de mama, infertilidade, obesidade, menopausa precoce e distúrbios no desenvolvimento de fetos.
Fonte: O Globo
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