
04/02/2020
Um esforço conjunto de pesquisadores e astrônomos amadores na Finlândia levou à descoberta de uma nova forma de aurora boreal.
O fenômeno, caracterizado por ondas de luz verde no céu, acontece quando partículas elétricas emitidas pelo Sol entram na atmosfera da Terra e colidem com gases como oxigênio e nitrogênio.
A aurora polar conta com uma legião de "caçadores" do fenômeno, que pode ser observado nos polos magnéticos dos hemisférios norte (aurora boreal) e sul (aurora austral).
A nova descoberta ocorreu depois que Minna Palmroth, professora de Física Computacional Espacial da Universidade de Helsinque, na Finlândia, recebeu um convite para participar de um grupo de apaixonados por aurora boreal no Facebook, chamado Northern Lights (nome do fenômeno em inglês).
Palmroth publicou, no fim de 2018, um livro intitulado "Revontulibongarin opas" ("Um guia para observadores da aurora boreal", em tradução livre), que nasceu da colaboração da professora com os entusiastas do grupo no Facebook, após tirar as dúvidas deles sobre a física do fenômeno.
Por uma incrível coincidência, dias após a publicação do livro, integrantes do grupo observaram uma forma incomum de aurora e informaram imediatamente a Palmroth.
Era uma imagem que mostrava "um padrão de ondas que pareciam nuvens rajadas manchadas de verde ou dunas de areia em uma praia", diz o estudo publicado na revista científica "AGU Advances".
"Um dos momentos mais memoráveis da nossa parceria foi quando o fenômeno apareceu em um momento específico e fomos capazes de analisá-lo em tempo real", diz um dos membros do grupo Northern Lights, o astrônomo amador Matti Helin.
A aurora boreal pode se apresentar de várias formas, como arcos, espirais e auréolas.
O fenômeno ocorre quando o Sol emite um fluxo constante de partículas carregadas, conhecido como vento solar.
Ao atingir a ionosfera, camada superior da atmosfera terrestre, produz radiações eletromagnéticas liberando átomos de oxigênio e nitrogênio, o que gera os efeitos visuais da aurora.
Como parte de seu projeto, a professora Palmroth pediu aos astrônomos amadores que capturassem imagens de formas particulares de aurora.
A matéria pode ser lida por completo no G1
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