
30/01/2020
A estudante mineira de 22 anos que está internada em Belo Horizonte, com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus, recebeu ajuda da irmã, que é enfermeira da UPA Centro Sul de BH, para onde a jovem foi encaminhada quando apresentou os primeiros sintomas. Desde o primeiro atendimento a equipe médica usou máscaras de proteção, porque a enfermeira sabia que a jovem havia retornado de uma viagem a Wuhan, na China, foco da ploriferação do vírus.
A estudante mora no Centro de Belo Horizonte e estava na China para um intercâmbio de seis meses. Ela apresenta alguns problemas respiratórios, febre baixa e está internada desde sexta-feira no Hospital Eduardo Menezes, referência para infectologia. A irmã dela, enfermeira da rede pública de saúde, não está indo trabalhar porque está entre as pessoas colocadas em observação, por ter tido contato com a estudante.
Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas, Dário Brock Ramalho, a jovem chegou à Belo Horizonte na sexta-feira, num voo que passou por Paris. Segundo ele, a estudante chegou a desembarcar na capital francesa e, lá, não passou por nenhuma barreira sanitário, mesmo tendo vindo de Wuhan.
— A paciente está isolada no Hospital Eduardo de Menezes e passa bem. A possibilidade de isolamento domiciliar é até prevista nos protocolos, mas, no momento, trabalhamos com isolamento na unidade de saúde por uma questão de precaução — explicou.
Ramalho informou ainda que a paciente passa bem e que amostras do sangue dela já foram encaminhadas para exames na Fudação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para verificar a possibilidade de Influenza A e B, Adenorívus, Bocavírus, parainfluenza1, 2 ou 3 e vírus sincicial respiratório. Um outra amostra foi mandada de avião para a Fiocruz, no Rio, onde é realizado o exame específico para indentificação do novo coronavírus. Os resultados dos exames feitos em Belo Horizonte podem sair ainda nesta terça-feira ou na quarta-feira. Os exames das Fiocruz devem demorar um pouco mais.
— O que fazemos é uma bateria de exames, começando pelos mais comuns aos mais complexos. À medida que os exames vão dando negativo para os vírus testados, vamos caminhando até a possibilidade do corona. Não se pode descartar influenza e outros vírus respiratórios.
Questionado sobre a diferença entre o caso da estudante e o do outro suspeito do estado, que foi descartado semana passada, ele explicou:
— O fato de ela ter estado no epicentro da epidemia diferencia os dois casos. Essa moça estava em Wuhan e passou um tempo considerável lá. A outra paciente que já teve o caso descartado tinha estado na China, mas não em Whuan — disse.
Na manhã de terça-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou o caso suspeito em Minas. A pasta elevou a classificação de risco para o nível 2, que significa "perigo iminente".
Até o momento, o coronavírus matou 106 pessoas na China e infectou mais de 4 mil.
Fonte: O Globo
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