
28/01/2020
O Ministério da Saúde descartou, na manhã de ontem, uma suspeita de contaminação por coronavírus identificada em Niterói, no Rio de Janeiro.
Em nota, a pasta declarou que o paciente suspeito, internado no Hospital Icaraí, "não se enquadra na atual definição de caso suspeito de 2019-nCoV estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)".
Mais cedo nesta segunda, a Fundação Municipal de Saúde de Niterói informou que examinava um paciente que teria apresentado os sintomas da pneumonia contagiosa.
Segundo o G1, o homem, que chegou a ficar isolado, havia passado pela China, onde 82 pessas morreram em decorrência do surto. Em todo o mundo, o número de infectados beira os 2.800.
A fundação também anunciou que notificaria o Ministério da Saúde a respeito da possível ocorrência. Minutos depois, a assessoria da pasta informou que a suspeita foi descartada, e que o quadro do paciente seguiria para tratamento de influenza, até que um diagnóstico específico fosse confirmado.
À medida que o surto avança, países estão tomando medidas para contê-lo. O governo da Espanha negocia com a China e a União Europeia a repatriação de cidadãos espanhóis que moram em Wuhan, epicentro da doença.
O Reino Unido também se ofereceu para ajudar seus cidadãos a deixarem a província chinesa de Hubei, onde começou o surto de coronavírus. A Alemanha está considerando trazer seus cidadãos de volta, como já fizeram Estados Unidos e França.
Na manhã desta segunda-feira, o Camboja confirmou seu primeiro caso de coronavírus. Além da China, Estados Unidos, França, Austrália, Japão, Malásia, Cingapura, Coreia do Sul, Tailândia, Vietnã, Nepal e Canadá já confirmaram casos. Ocorrências também já foram registradas em Hong Kong, Taiwan e Macau.
Cientistas da Universidade de Hong Kong afirmam que o número real de casos do vírus pode estar na casa dos 40 mil, e por isso defendem que os governos devem adotar medidas drásticas para limitar os deslocamentos da população.
Na tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês prolongou em três dias o feriado do Ano Novo Lunar, que agora vai até 2 de fevereiro.
Com o mesmo intuito, gigantes corporativas chinesas, incluindo o Alibaba Group Holding e a Tencent Holdings, disseram ter pedido a suas equipes que trabalhem de casa por uma semana após o término do feriado do Ano Novo Lunar.
Na China, 56 milhões de pessoas estão confinadas em cidades da província de Hubei, cuja capital é Wuhan, onde os primeiros casos foram detectados.
Fonte: O Globo
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