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Desmatamentos na Amazônia e Cerrado atingem área equivalente a 11 cidades de São Paulo de agosto de 2018 a julho de 2019

07/01/2020

Dois dos maiores biomas do país, a Amazônia e o Cerrado perderam juntos 16,1 mil km² de floresta entre agosto de 2018 e julho de 2019. A área desmatada equivale a 11 cidades de São Paulo, que tem 1,5 mil km² de extensão, segundo o IBGE.
Na Amazônia, foram derrubados 9,7 mil km² de floresta – aumento de 29,5% em relação ao período anterior. No Cerrado, foram devastados 6,4 mil
km² de vegetação – queda de 2,26%.
O período de referência é usado pelo governo para medir as taxas oficiais de desmatamento e leva em conta a sazonalidade das regiões, com períodos de chuvas e secas. Os dados são do Sistema Prodes, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência.
Enquanto na Amazônia o desmatamento ocorre sobre terras públicas "sem dono", que são alvos de grilagem; no Cerrado, a devastação se dá em terras legalizadas, impulsionada pelo agronegócio, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

Cerrado: a expansão agrícola
* 2.03.448 km² de área total
* Abrange 23,9% do país
* 6.484 km² desmatados de Ago/2018 a Jul/2019
* Presente no: AP, MA, PI, RO, DF, GO, MT, MS, MG, SP, TO e BA

O Cerrado perdeu 6.484 km² de vegetação entre agosto de 2018 e julho de 2019. O número representa queda de 2,26% em relação ao período anterior, mas especialistas alertam: o bioma ainda está em risco, já que resta pouca mata original preservada. Nesta região, o desmate ocorre em propriedades particulares que estão expandindo a produção agrícola, afirmam.
De acordo com a ONG WWF, mais da metade da área original do bioma já se converteu em área de pastagem ou cidades – 10% da população do país vive no Cerrado.
“O Cerrado vive uma tragédia silenciosa, pois continua a ser destruído por falta de políticas responsáveis", afirma Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Para ele, não seria necessário desmatar para expandir a agricultura, pois já há área suficiente para as plantações.
"Temos hoje 23 milhões de hectares de áreas já abertas com alta aptidão agrícola para soja (cultura que representa 80% do que é produzido no Cerrado) e outros 15 milhões de hectares abertos e com potencial para cultivar outras culturas, somando 38 milhões de área aberta", declara Voivodic.
"Enquanto na Amazônia você tem cerca de 40% de terras privadas, no Cerrado este percentual é de 80 a 85%", afirma Mario Barroso, coordenador de monitoramento na The Nature Conservancy (TNC) Brasil. "É muito claro que este desmatamento tem a ver com expansão de área agrícola", declara.

A matéria completa pode ser lida no G1

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