
07/01/2020
As piores chuvas de monções em mais de uma década inundaram Jacarta, a capital da Indonésia, na primeira semana de 2020 e os rios submergiram pelo menos 182 bairros, enquanto deslizamentos de terra nos arredores da cidade enterraram pelo menos uma dúzia de pessoas.
Estimam-se, até agora, cerca de 60 pessoas mortas, além de sérios transtornos na vida, na economia do país. Indonésia tem cerca de 265 milhões de habitantes que se aglomeram num território de 1,9 milhão de km2 e emite, por pessoa, 0,18 tonelada de CO2. Este é o gás poluente que tem causado o efeito estufa e, consequentemente, as mudanças climáticas, como temporais.
Um incêndio, considerado dos piores da estação seca em Austrália, até agora provocou a morte de 24 pessoas e a destruição total de quase duas mil casas. Três estados australianos foram atingidos, queimando cerca de cinco milhões de hectares (12,35 milhões de acres) de terra.
A fumaça já chega ao país vizinho, Nova Zelândia, aumentando o caso de asma nas pessoas de lá. Uma quantidade ainda incalculável de animais morreu, outros tantos estão agonizando queimados e outros ainda estão confusos, vagando sem rumo entre os rolos de fumaça.
Austrália tem uma população estimada em 25 milhões de pessoas que vivem num território de cerca de 7,7 milhões de km2. O país emite 0,37 toneladas per capta de CO2 e em dezembro passado, na COP25, reunião convocada pela ONU para debater sobre a necessidade de se mudar paradigmas para conter as mudanças climáticas que causam a seca, responsável por incêndios florestais, decepcionou os ambientalistas, entre outras coisas porque pôs barreiras para atingir objetivos no comércio de créditos de carbono. Scott Morrison, o primeiro-ministro australiano, irritou bastante os colegas de parlamento preocupados com as emissões, quando há dois anos levou um pedaço de carvão a uma reunião, dizendo: “Não tenham medo, é apenas carvão”.
A comparação entre os dois países e entre as tragédias ambientais que ambos estão vivendo, é necessária se queremos acabar de vez com o negacionismo em torno do efeito homem/emissões de carbono nas mudanças climáticas. Não é a primeira vez que a Austrália enfrenta incêndios. No início do ano passado, o fogo chegou a 500 metros da Floresta da Tasmânia, 26ª maior do mundo, e causou grandes estragos.
Não é a primeira vez, também, que a Indonésia enfrenta tempestades que reviram vidas ao avesso, causam destruição e mortes. O elo de ligação entre tais catástrofes é o homem, a maneira como ele vem fazendo com a própria vida condições para que o meio ambiente o expulse do planeta. Este é o novo normal.
Saba mais no G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
