
19/12/2019
A ocorrência de chicungunha no Rio aumento 298% entre 2018 e 2019, segundo números da Prefeitura. A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor do vírus da dengue. Neste ano, a cidade já registrou o maior número de casos desde a primeira detecção da doença, em 2015. Sem contabilizar o mês de dezembro, os índices quase quadruplicaram em relação a 2018. As informações são do portal "G1".
Ao todo, 37.973 pessoas contraíram chicungunha na cidade entre janeiro e novembro. Em 2018, o saldo do ano foi de 10.746 indivíduos. No ano de 2017, quando houve o primeiro grande número de infecções, foram registrados 1.820 casos. Neste ano, a Zona Oeste carioca concentra 50,3% dos casos. Oito dos dez bairros mais afetados pela doença ficam na região. Campo Grande, o maior bairro da cidade, teve 2.645 registros até o fim de novembro.
Em nota divulgada pelo "G1", a Secretaria Municipal de Saúde justificou o aumento expressivo no número de casos da doença uma vez que a chicungunha "é uma doença recém introduzida no país e no município apenas em 2015" e, portanto, não havia histórico de imunidade na população antes da chegada do vírus.
O estado do Rio também registrou recorde em 2019 e ficou na liderança nacional. Ao todo, 84.614 casos de chicungunha foram notificados em todo o território fluminense até o fim de novembro, frente aos 37.768 do ano passado. Destes infectados, foram registrada 50 mortes em decorrência da doença. Em 2018, foram 20 óbitos.
Em abril deste ano, o Ministério da Saúde alertou para o risco de 994 municípios viverem surto da doença, assim como dengue e zika, por terem apresentado alto índice de infestação. Na ocasião, no entanto, a situação do Rio de Janeiro era considerada "satisfatória". Os números à época levaram em conta índices de janeiro a março.
A situação do Rio coincide com a chegada do verão, que começa em três dias, época do ano mais propensa à disseminação do Aedes aegypti em razão das chuvas, que favorecem criadouros, e o calor. Ainda segundo a nota da Secretaria de Saúde do município, ações educativas deverão ser promovidas pela Prefeitura com o intuito de conscientizar a população, uma vez que "80% dos focos são encontrados em residências".
Fonte: O Globo
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