
10/12/2019
Pelo menos 22 animais morreram atropelados só este ano nas estradas que cortam o Parque Nacional da Tijuca . Entre as vítimas estão os quatis, as serpentes, os macacos-prego, o tamanduá-mirim, a preguiça, o ouriço-cacheiro, os lagartos e as pacas. No último fim de semana, funcionários do Parque que se deslocavam de carro encontraram uma família de quatis se alimentando à beira da Estrada da Cascatinha, no Alto da Boa Vista. O flagrante despertou a atenção do grupo, especialmente por causa do provável aumento do fluxo na região com a proximidade das férias de fim de ano. A região reúne vários pontos turísticos do Rio, além de grutas, trilhas, vias, cachoeiras e o Corcovado.
Na sexta-feira, bem próximo da pista de rolamento, sete filhotes recém-nascidos e três fêmeas de quatis se deliciavam em um banquete de larvas escondidas em troncos de árvores. Assim que os animais foram avistados, os funcionários pararam o carro e criaram um bloqueio temporário até que os moradores da floresta voltassem para a mata com segurança.
Especialista em ecologia de estradas, a professora Cecília Bueno, da Universidade Veiga de Almeida, realiza o levantamento de animais atropelados nas vias que cortam a floresta e ressalta que o hábito de visitantes alimentarem os bichos torna os casos ainda mais comuns.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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