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Como incêndios extremos criam suas próprias tempestades

19/11/2019

Os incêndios que assolam a Austrália trouxeram avisos de perigo "catastrófico". Quatro pessoas pessoas morreram desde o início dessa atual onda.
Mas especialistas alertaram que os eventos podem desencadear o tipo mais perigoso de incêndio florestal — o pirocumulonumbus, geralmente chamado de tempestade de fogo.
São labaredas gigantes e velozes, tão poderosas que criam seus próprios sistemas climáticos semelhantes a tempestades. E devido à sua força, eles são praticamente impossíveis de combater.
Em certas condições atmosféricas e do solo, os incêndios florestais podem atravessar uma grande área com tanta energia que geram tempestades acima deles. Este fenômeno é conhecido como pirocumulonumbus.
Normalmente, os incêndios florestais são movidos pelo vento, mas um incêndio maciço pode carregar tanta força que sua fumaça não é empurrada para o lado. Em vez disso, forma uma pluma que sobe a até 15 km de altura no céu.
"Um pirocumulonimbus é basicamente uma tempestade dentro da nuvem de fogo", diz o professor Jason Sharples, especialista em incêndios da Universidade de Nova Gales do Sul, da Austrália.
Quando a tempestade se forma, iss significa que o fogo abaixo será grande, rápido e muito perigoso.
"Isso significa que ele é grande o suficiente para superar quaisquer outras condições", diz o cientista do clima Jason Evans, também da Universidade de Nova Gales do Sul.
O fogo cresce em periculosidade porque carrega as características de uma tempestade — fortes ventos que podem fazer as brasas se dissiparem por todas as direções. Às vezes, também pode criar seu próprio raio, o que pode causar mais incêndios.
Apesar de ser uma tempestade, não há chuva. Em vez disso, a tempestade suga mais brasas e as lança muito à frente do ponto do incêndio "para que o fogo avance em grandes saltos", diz o professor Evans.
Isso torna o fogo imprevisível e difícil de combater, pois ele reaparece em várias frentes.
"Quando você tem uma tempestade, a chuva vem de todas as direções", diz o professor Sharples. "Agora imagine o mesmo para brasas."
Bombeiros de Nova Gales do Sul, Estado no sudeste da Austrália, informaram que as brasas estavam pousando 30 km à frente da primeira fila de chamas na terça-feira — três vezes mais que a distância usual.

Leia a matéria completa no G1

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