
14/11/2019
A atitude do presidente Donald Trump, que se nega a assinar o Acordo de Paris conseguido a duras penas em 2015 - tratado que eleva um pouco mais a chance de se conter a escalada de emissões de carbono no mundo - começa a desenhar uma nova configuração na geopolítica climática. Em visita à China para cuidar de negócios, o francês Emmanuel Macron começou a preparar uma reunião de cúpula para tratar do assunto em setembro do ano que vem. À mesa de debates estarão os 27 líderes da União Europeia mais Xi Jin Ping.
Segundo informações do site Climate Home News, a reunião de cúpula que está sendo preparada desde já pode ser um momento crucial para que as duas potências (União Europeia e China) negociem um acordo bilateral sobre mudanças climáticas.
Trago aqui, para informação e reflexão, um pouco da história. Há cinco anos quase exatos (dia 12 de novembro de 2014), neste mesmo espaço, eu noticiava o acordo feito entre o então presidente dos Estados Unidos Barack Obama e Xi Jin Ping, da China, para conter as mudanças climáticas. Era o “acordo do século”, alardeado e comemorado pelos quatro cantos do planeta, entre os dois países mais poluidores do mundo. A euforia era legítima, portanto.
No ano seguinte, a COP21 (Conferência das Partes sobre Mudança Climática) daria ao mundo um sopro de esperança. Corroborada pelos países das Nações Unidas, anunciava o início das mudanças que todo mundo espera para conduzir a economia em direção ao baixo carbono. E isto, é preciso que se entenda, não tem a ver apenas com taxar impostos sobre carbono ou fazer transferências de emissões. Isto quer dizer pensar junto para criar outro modelo econômico que possa incluir os excluídos e evitar mais catástrofes ambientais como as que já estão causando tantas mortes.
Obama cumpriu seu mandato e o presidente seguinte, como se sabe, teve outra estratégia em mente. Donald Trump quer o desenvolvimento a qualquer custo e ideologiza as questões climáticas. Tira a força da Ciência, menospreza os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que recorrentemente alertam sobre o impacto das atividades humanas sobre o clima. E, em 2017, anunciou sua saída do Acordo de Paris. Ao mesmo tempo, começou a se afastar de Xi Jin Ping.
Aquele anúncio que causara tanto alarde em 2014, portanto, cai por terra por questões políticas. Puramente por questões políticas.
Abro os sites de notícias, hoje, e a primeira coisa que leio é que Veneza está debaixo d’água. Não é incomum, é uma cidade que sofre quando a maré sobe. Mas há 53 anos não se via uma maré tão alta. Sim, para quem gosta de fazer links, a elevação do nível do mar, causada pelo aquecimento global, é uma certeza. As cidades costeiras vão sofrer cada vez mais por causa disso.
A matéria completa pode ser lida no G1
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