
31/10/2019
A Marinha do Brasil anunciou, na última terça-feira (29), a criação de uma operação conjunta com as demais Forças Armadas para combater o derramamento de óleo que atinge as praias do litoral do Nordeste.
Batizada de Operação Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida, a ação está prevista para começar no dia 5 de novembro, mais de dois meses após a primeira identificação de manchas pela Capitania dos Portos da Paraíba.
A operação trará "incremento expressivo de pessoal, meios navais, terrestres, aéreos, aeronavais e de Fuzileiros Navais" nos esforços de recuperação ambiental e monitoramento das águas brasileiras.
Procurada pelo GLOBO, a Marinha não detalhou, no entanto, a dimensão do aumento do efetivo com a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).
Indagada sobre o motivo da operação começar apenas daqui a seis dias, enquanto a crise se desenrola há mais de 60 dias, a Força afirmou que ações como essa "exigem planejamento detalhado de forma que os recursos materiais e humanos sejam utilizados com eficiência plena".
A Marinha pontuou que a organização se deu "da forma mais rápida possível, como a situação exige", e ponderou que a Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida é considerada "um incremento às ações" em curso desde o início de setembro.
De acordo com o Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), 2.700 militares de 54 organizações militares já participaram de ações no Nordeste desde o início da crise do óleo. Além disso, foram utilizados 19 navios, 2 helicópteros e 80 viaturas da Marinha Brasileira, bem como "28 equipes de Inspeção Naval, seis aeronaves de asa fixa da Força Aérea Brasileira (FAB), além de 5.000 militares e 140 viaturas do Exército Brasileiro".
A Operação Amazônia Azul já foi executada anteriormente, inicialmente em 2014 e 2015. Naqueles anos, seu objetivo era "conter ilícitos em todo o mar territorial (do Brasil), com 3,5 milhões de Km²".
Além da Marinha, participaram então a FAB, a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ibama e o ICMBio. Também colaboram a Petrobras e a Transpetro. A Força Naval empregou cerca de 15 mil militares, 50 navios, 10 aeronaves e 200 embarcações das Capitanias dos Portos regionais.
Fonte: O Globo
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