
24/10/2019
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, informou que a investigação sobre o derramamento de petróleo que atingiu mais de 200 praias no Nordeste está concentrada em 30 navios, de 10 nacionalidades, que estiveram na costa em um período de dez dias. Em visita ao Recife, nesta terça-feira (22), ele disse que o governo reduziu o espaço de tempo em que pode ter ocorrido o desastre.
"[As capitanias] solicitaram que, entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro, fossem indicados quais eram os navios, quais eram as rotas, quais eram as bandeiras e que tipo de óleo estava naqueles navios, para que pudessem fazer essa verificação. Esse processo ainda está em curso, mas, então, entendam, são dez bandeiras internacionais", declarou o ministro.
Da quinta (17) até a segunda (21), foram recolhidas 257 toneladas de óleo no litoral pernambucano. Em todo o Nordeste, foram 900 toneladas desde 2 de setembro até o mesmo período.
De manhã, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, afirmou ao G1 que “não julgava ser necessário empregar o Exército” na limpeza do óleo antes desta terça.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que não é prioridade a origem do petróleo que vem atingido o litoral do Nordeste há quase dois meses. Eles também visitaram o estado para acompanhar o avanço das manchas.
Gustavo Canuto afirmou que a investigação ainda é uma dificuldade e que o incidente com petróleo cru é o primeiro registrado no país. "Pelas características daquele óleo, pelo grau de intemperismo, que é como ele foi alterado pelo mar e pelo sol, foi verificado que é um óleo de uma semana, algo próximo disso", diz o ministro.
O ministro disse que as hipóteses são trabalhadas desde o dia 2 de setembro. "E um processo difícil, que envolve vários países. O óleo não é rastreável, ele fica submerso, então, não é possível ver por satélite. Essa é a dificuldade principal. É algo inédito, que nunca na história de desastre com óleo no mar foi um óleo bruto, que não pudesse rastreado, estivesse submerso, mas está sendo trabalhado desde então", declara o ministro.
Canuto afirmou que, para fazer a liberação de recursos para conter o óleo, é preciso que estados elaborem decretos de situação de emergência. Entretanto, diz ele, mesmo sem esses documentos, o governo federal está atuando.
"O Ministério especificamente só pode repassar recursos pela Secretaria Nacional de proteção e defesa civil se for decretado situação de emergência. Então nós não podemos repassar recurso. Agora, o governo federal está agindo", diz o ministro.
O ministro informou que veio a Pernambuco para identificar as necessidades do estado. Ele disse, ainda, reconhecer que o óleo nas praias é "um problema que não é só do Nordeste, mas é do Brasil todo".
Para saber mais sobre a investigação leia a matéria no G1
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