
21/06/2016
O Brasil foi o país mais perigoso do mundo para ambientalistas com 50 mortes registradas em 2015, segundo um levantamento da ONG britânica Global Witness, publicado nesta segunda-feira. Filipinas (33 mortes), Colômbia (26), Peru (12) e Nicarágua (12) também foram denunciados.
No total, 185 pessoas perderam a vida no ano passado defendendo suas terras e o meio ambiente em 16 países, ou seja, um aumento de cerca de 60% em relação ao ano anterior, o que faz com que 2015 seja o pior ano da História sob esse aspecto.
No Brasil, um dos casos de grande repercussão foi o assassinato de Raimundo Santos Rodrigues, de 57 anos, que integrava o grupo de proteção da Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão. Em agosto de 2015, ele e sua muher foram vítimas de uma emboscada no interior do estado. Os criminosos dispararam tiros de espingarda contra o casal. Apenas ela sobreviveu.
- A violência se legitimou como parte normal da política. Informalmente, se tornou ´aceitável´. Depois de 10 anos trabalhando na Amazônia, nunca vi uma situação tão ruim - criticou o conservacionista brasileiro Felipe Milanez, citado no documento.
O informe denuncia ainda a morte de dez ativistas na Guatemala, oito em Honduras e quatro no México, entre outros. Segundo a Global Witness, 67 dos defensores da terra e do meio ambiente assassinados no ano passado pertenciam a comunidades indígenas.
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