
16/06/2016
Entre promessas adiadas ou abandonadas ao longo do tempo para a tão sonhada despoluição da Baía de Guanabara, nem mesmo o que restou das medidas paliativas anunciadas está implementado. A 50 dias dos Jogos, apenas dez das 17 ecobarreiras prometidas pelo estado foram instaladas na foz dos rios. A empresa contratada para fazer o serviço está sem receber desde janeiro, assim como as outras três responsáveis pelos ecobarcos (uma gerenciadora e duas operadoras de embarcações). A dívida do estado com essas empresas chega a R$ 3,8 milhões, de acordo com o Portal Transparência.
O lixo flutuante é uma das principais preocupações dos organizadores para as provas de vela, podendo dificultar o percurso dos barcos e interferir no resultado. Durante o evento-teste, em agosto do ano passado, um barco de uma dupla brasileira chegou a virar no mar depois que um saco ficou preso ao leme da embarcação. No dia seguinte, uma regata precisou mudar de raia porque a grande quantidade de lixo flutuante nas imediações da Ponte Rio-Niterói poderia comprometer a prova.
A instalação de ecobarreiras foi uma das medidas encontradas pelo estado para reter os resíduos nos rios antes que chegassem ao mar. Ainda precisam ser instaladas ecobarreiras nos rios Iguaçu, Sarapuí, Estrela, Imboaçu, Marimbondo, Brandoas e Canal do Rio Maruí. No entanto, a dívida do estado com a Matos Teixeira Engenharia e Serviços, empresa contratada para fazer o trabalho, chega a R$ 1.987.866,96.
A secretaria estadual do Ambiente alega que, até o fim do mês, as ecobarreiras serão construídas. No entanto, nos últimos seis meses, apenas duas foram instaladas: no Canal do Cunha e no Rio Bomba. A que era usada no Canal do Cunha foi transferida para a Lagoa da Tijuca, após um rompimento que levou, no mês passado, toneladas de gigogas até as praias da Zona Sul.
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