UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Poluição atmosférica é fator de risco para AVCs, diz estudo

14/06/2016

A poluição atmosférica se converteu em um dos principais fatores de risco para acidentes cerebrais vasculares, sobre tudo nos países em desenvolvimento, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira na revista “Lancet”. Segundo os pesquisadores, o índice onde a poluição pode ter sido determinante para o AVC chega a 33,7% nos países de média e baixa renda.
“Ficamos surpresos em descobrir que uma proporção assombrosamente alta da “carga” dos AVCs — o número de dias perdidos por uma morte prematura e os anos de vida produtivos perdidos devido a incapacidades— podia ser atribuído à poluição atmosférica, em particular nos países em desenvolvimento”, destacou o professor Valery L. Feigin, da Universidade Tecnológica de Auckland, na Austrália, que comandou o estudo.
O estudo realizado em 188 países entre 1990 e 2013 se concentrou na carga da doença. Ao analisar 17 fatores de risco, os cientistas descobriram que 90% da “carga” dos AVCs poderiam ser atribuídas a fatores de risco modificáveis, essencialmente fatores de risco comportamentais como o tabagismo, alimentação ruim, ou sedentarismo.
Os pesquisadores apontam ainda que nos últimos 20 anos o papel da poluição atmosférica aumentou consideravelmente. A parte atribuível à poluição foi avaliada em 33,7% nos países com média e baixa renda, contra apenas 10,2% nos países com alta renda em 2013, mostrando um aumento crescente desde 1990.
No sul da Ásia e na África subsaariana, o índice chega a 40%, sobretudo devido à contaminação atribuída ao uso de combustíveis sólidos para aquecimento ou para cozinhar. Além da poluição, outros fatores de risco desempenham um papel crescente a nível mundial, como a obesidade e o sedentarismo. O consumo de bebidas açucaradas, por exemplo, aumentou 84%e supõe um aumento de 63% do risco por este fator.
Todos os anos no mundo, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem um AVC, seis milhões morrem e cinco milhões sobrevivem com sequelas permanentes. Os principais fatores de risco conhecidos, ainda que haja uma diferenciação entre os países, são: hipertensão, alimentação pobre em frutas e verduras e rica ou rica em açúcar e sal, obesidade, sedentarismo e o fumo.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Índia coloca seu primeiro trem a hidrogênio em operação

11/08/2026

A Índia colocou em operação seu primeiro trem movido a hidrogênio, projetado, desenvolvido e constru...

Cientistas transformam resíduos de PVC em lubrificante

11/08/2026

Um grupo de pesquisadores da Virginia Tech, nos EUA, desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar...

Com El Niño, oceanos batem recorde de temperatura em julho

11/08/2026

Oceanos registraram um segundo mês consecutivo de temperatura recorde em julho, mostra relatório men...

Oceanos do mundo atingem temperatura mais alta já registrada em um mês de julho

11/08/2026

Os oceanos do mundo registraram em julho de 2026 a maior temperatura média da superfície do mar já o...

Os graves efeitos do ´Super El Niño´ na América Latina previstos pelos cientistas

11/08/2026

Na sua primeira mensagem após a posse, no final de julho, a presidente do Peru, Keiko Fujimori, incl...