
02/06/2016
Outrora consideradas curiosidades geológicas e biológicas, as fontes hidrotermais e de metano do fundo dos oceanos são mais comuns do que se pensava, desempenhando importantes papéis para o equilíbrio do planeta, o desenvolvimento da vida marinha e a regulação do clima global, mostra estudo publicado no periódico científico “Frontiers in Marine Science”. Encontrados pela primeira vez por cientistas da Universidade do Estado do Oregon, EUA, no leito marinho há cerca de 40 anos, estes estranhos e isolados habitats surpreenderam a comunidade científica. Neles, vazamentos de gases e “chaminés” de compostos de enxofre, também conhecidas como fumarolas, sustentam bizarros vermes marinhos, caranguejos e mariscos gigantes que depois de se descobriu se alimentarem de metano e sulfetos tóxicos para outras formas de vida.
- Ficou imediatamente aparente que estas fontes hidrotermais eram incrivelmente legais – lembra Andrew Thurber, professor da Faculdade de Ciências da Terra, Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Estado do Oregon e coautor do estudo. - Desde então, aprendemos que estas fumarolas e vazamentos são muito mais do que uma fauna estranha, uma biologia única e estranhos pequenos ecossistemas. Ao contrário de uma anomalia, eles são prevalentes no mundo inteiro, tanto nas profundezas oceânicas quanto em áreas mais rasas. Eles fornecem estimados 13% da energia que chega ao fundo do mar, possibilitam a existência de uma ampla gama de vida marinha e são jogadores importantes no clima global.
Como fontes para a vida marinha, as fumarolas expelem gases e minerais, incluindo sulfatos, metano, hidrogênio e também ferro, um dos nutrientes que limitam o crescimento do plâncton em grandes áreas do oceano, como na atual “maré vermelha” que está provocando um desastre ambiental na costa do Chile. Mas, num papel ainda mais importante, as formas de vida nestes locais consomem 90% do metano liberado, impedindo que atinja a atmosfera, onde como gás do efeito estufa é 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2).
Leia a matéria completa em O Globo
Índia coloca seu primeiro trem a hidrogênio em operação
11/08/2026
Como os cientistas medem os recordes de calor?
11/08/2026
Cientistas transformam resíduos de PVC em lubrificante
11/08/2026
Com El Niño, oceanos batem recorde de temperatura em julho
11/08/2026
Oceanos do mundo atingem temperatura mais alta já registrada em um mês de julho
11/08/2026
Os graves efeitos do ´Super El Niño´ na América Latina previstos pelos cientistas
11/08/2026
