
18/06/2026
Rios, lagos e outros corpos hídricos da amazônia brasileira se recuperaram em 2025 após dois anos consecutivos de seca severa. Mas o cenário a longo prazo continua sendo preocupante. O diagnóstico consta de um relatório divulgado nesta terça-feira (16) pela plataforma de monitoramento MapBiomas.
O Brasil abriga 12% da água doce do planeta. Quase dois terços da riqueza hídrica se concentram na região amazônica, que em 2025 registrou níveis 2,6% acima de sua média histórica devido a maiores precipitações em relação ao ano anterior.
No entanto, a boa notícia não tranquiliza pesquisadores, que, mesmo com a recuperação, classificam a situação como ainda preocupante.
"Na região, os eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, além de sinais de instabilidade no regime hídrico, influenciados tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas transformações no uso da terra", afirmou Bruno Ferreira, pesquisador da equipe Amazônia do MapBiomas.
No lado oposto está o pantanal. A região encerrou 2025 com níveis de água 56% abaixo de sua média histórica, o pior resultado registrado entre todos os biomas brasileiros.
Apesar de uma melhora na comparação com 2024, quando enfrentou a seca mais grave em décadas, o pantanal continua sendo o ecossistema mais castigado do país.
Em todo o Brasil, a tendência é de redução sustentada: em quatro décadas de monitoramento, o país perdeu 2,6 milhões de hectares de superfície aquática, um número comparável à área do Haiti.
A chegada do El Niño, que historicamente provoca secas em partes da Amazônia, aumenta a pressão.
O fenômeno já está em curso e pode se intensificar até o fim do ano, segundo a agência meteorológica americana Nooa.
Fonte: Folha de S. Paulo
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