UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Tamanduá-bandeira é capturado na Avenida Juscelino Kubitschek, em Presidente Prudente

28/08/2025

Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) foi capturado após ser encontrado em um trecho da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Jardim Iguaçu, em Presidente Prudente (SP).
Conforme a Polícia Militar Ambiental, moradores do bairro informaram ao Corpo de Bombeiros que o animal estaria andando pela avenida na altura do nº 6.896.
Os bombeiros foram até o local, fizeram o resgate do tamanduá e o levaram à sede da Polícia Ambiental para que fosse realizada a soltura na natureza.
Em boas condições de saúde e sem ferimentos, o animal foi conduzido até uma área de mata, em uma fazenda, em Sandovalina (SP), onde foi recolocado no meio ambiente, nesta terça-feira (26).
A espécie tem distribuição em campos e cerrados das Américas Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina.
Os tamanduás-bandeiras são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes. Os tatus e preguiças possuem dentes incompletos, sem a presença de esmalte. Seu comprimento da cabeça e do corpo é de 1 a 1,2 metro. Só de focinho, são quase 45 centímetros e, tem ainda a cauda, com 60 a 90 centímetros. A cauda tem pelos longos que formam uma espécie de bandeira, o que serviu para adjetivação de nome vulgar.
São insetívoros. Comem formigas e cupins. Abrem os cupinzeiros e os formigueiros com as garras nas patas dianteiras. Eles introduzem a longa língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm, que pode se projetar a 60cm para fora da boca. Os insetos ficam grudados na língua e, desta forma, o animal apenas os engole.
Animal de hábitos diurnos, normalmente vagaroso, mas quando perseguido, pode fugir em galope. O famoso abraço de tamanduá, tido como símbolo de traição, é praticamente a única defesa desse animal desajeitado e de visão e audição muito limitadas. O melhor sistema de alerta do tamanduá-bandeira é o olfato, que é apuradíssimo.
Ao pressentir o perigo, ele faz uso de articulações extras e levanta as patas dianteiras, apoiando o peso num tripé formado pelas duas patas traseiras e a cauda. É a posição de defesa, mas, mesmo assim, o tamanduá-bandeira suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades.
De acordo com o ambientalista e presidente da Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar (Apoena), Djalma Weffort, o tamanduá-bandeira é um controlador natural da população de insetos, porém, é presa para animais predadores que estão no topo da cadeia alimentar, como onças-pintadas e pardas, espécies comuns no Oeste Paulista. Ele se alimenta de formigas e cupins e outros insetos, mas também aprecia sementes nativas.
“É espécie-chave na cadeia alimentar na natureza, o tamanduá-bandeira promove o controle biológico, como por exemplo, ao alimentar-se de formigas e cupins! Come aproximadamente 30 mil formigas e cupins por dia, sendo um importante controlador das populações destes insetos. Por outro lado, é alimento para predadores topo de cadeia como a onça-pintada [Panthera onca] e a onça-parda [Puma concolor]”, explicou Weffort.
Conforme o ambientalista, o animal desempenha um papel importante no equilíbrio ecológico dos ambientes onde vive porque é considerado espécie indicadora de ambientes naturais saudáveis e equilibrados.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño

21/07/2026

Algumas das obras estruturais realizadas pela Prefeitura do Rio tiveram o cronograma acelerado como ...

Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens

21/07/2026

O Recife passa a ocupar uma posição estratégica na transição para a economia circular no Brasil. Uma...

Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos

21/07/2026

Os alertas de desmatamento na Amazônia, no primeiro semestre de 2026, apontam para uma tendência ani...

Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo

21/07/2026

Dois anos após as secas históricas na amazônia, um novo El Niño volta a ameaçar a floresta. A mata n...