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´Mundo perdido´: Buraco milenar abriga 120 araras-vermelhas e mais de 150 espécies de aves e répteis; vídeo

03/06/2025

Um enorme buraco subterrâneo no centro de Mato Grosso do Sul, mais especificamente no município de Jardim, é o lar de 120 araras-vermelhas e mais de 150 espécies de animais silvestres. O Buraco das Araras é uma dolina, uma cavidade formada pela decomposição de rochas ao longo do tempo.
Por causa da rica biodiversidade que habita as paredes e o fundo da cratera de 100 metros de profundidade, onde também há um lago, o local foi reconhecido como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em 2007 pelo governo federal.

➡️ O que é uma RPPN❓ É uma área de proteção ambiental criada em uma propriedade privada por iniciativa do dono da terra, que pode ser uma pessoa ou uma empresa, conforme determina o decreto federal 5.746/2006, que regulamenta essas áreas.

Veja outros animais e plantas encontrados na enorme cavidade:

🐊Jacarés
🐍Cobras
🐭Pequenos roedores
🐒Macacos
🦇 Morcegos
🐦Dezenas de espécies de pássaros, como pica-paus, periquitos, joãos de barro e andorinhas
🌳Capins, flores, árvores que dão sementes e frutos

O pequeno lago no fundo do buraco é alimentado pela água da chuva e nascentes subterrâneas. O local é a casa de um jacaré do papo amarelo, algumas serpentes, em especial uma sucuri, de quase 7 metros.

🌄De acordo com pesquisadores, a formação geológica teve início há mais de 10 milhões de anos. Porém, o grande buraco que abriga inúmeras espécies só foi formado há cerca de 300 mil anos.
O "mundo perdido" começou a ser desvendado em 1912, quando trabalhadores rurais se depararam com o imenso buraco, que já abrigava dezenas de araras. Josenildo Vasquez, turismólogo da propriedade, é quem resgata a história do local.
"O buraco das araras foi descoberto por peões que trabalhavam em fazendas da região, eles estavam passando próximo ao local quando ouviram um barulho muito alto, ficaram curiosos, e encontraram esse grande buraco com muitas araras. Essa dolina é um resultado de milhares de anos em sedimentação, é um verdadeiro mundo perdido, casa de muitas espécies".
Segundo a bióloga Salete Cinti, os paredões da cratera são essenciais para a rotina e reprodução das araras-vermelhas, daí vem o nome dado à área de preservação ambiental.
Durante a época de formação de casais, as aves usam as cavidades nas rochas para construir os ninhos como um local mais seguro para o nascimento dos filhotes.
"Além disso, os paredões ajudam no controle do crescimento dos bicos, que se desgastam naturalmente enquanto bicam as pedras e exploram o ambiente", completa a bióloga.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

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