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Maior do que baleia e mais de 300 anos de idade: como é o maior coral do mundo achado no Pacífico

21/11/2024

Cientistas encontraram o maior coral já registrado no sudoeste do oceano Pacífico.
O megacoral pode ter mais de 300 anos de idade. Ele é um conjunto de inúmeras criaturas minúsculas conectadas entre si. Juntas, elas formam um organismo único e não um recife.
A equipe afirma que o coral é maior que uma baleia-azul. Ele foi encontrado por um cinegrafista que trabalhava em um navio da National Geographic, visitando partes remotas do Pacífico para observar os efeitos das mudanças climáticas.
"Fui mergulhar em um ponto onde o mapa dizia que havia os restos de um naufrágio, quando vi alguma coisa", conta Manu San Felix.
Ele chamou Inigo, seu colega mergulhador (que também é seu filho), e eles mergulharam mais fundo para inspecionar o local.
O coral fica nas ilhas Salomão. Observá-lo era como ver uma "catedral embaixo d´água", segundo ele.
"É uma emoção muito grande", ele conta. "Senti imenso respeito por algo que permaneceu em um mesmo lugar e sobreviveu por centenas de anos."
"Pensei, ´uau, isso estava aqui quando Napoleão era vivo´."
Os cientistas da expedição mediram o coral usando uma espécie de fita métrica subaquática. Ele tem 34 metros de comprimento, 32 m de largura e 5,5 m de altura.
Corais em todo o mundo enfrentam fortes pressões com o aquecimento dos oceanos, causado pelas mudanças climáticas.
Os corais são compostos de centenas de milhares de organismos vivos chamados pólipos. Eles crescem juntos como uma colônia e cada um tem seu próprio corpo e sua boca.
Alguns corais desenvolvem esqueletos externos rígidos e, quando muitos deles se fundem, formam um recife de coral. Alguns desses recifes podem se estender por enormes distâncias, formando vastas estruturas, onde vivem peixes e outras espécies.
Os recifes de coral também garantem a sobrevivência de um bilhão de pessoas por meio de diversas atividades, como o turismo ou a pesca, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Esse espécime foi encontrado em águas mais profundas do que outros recifes de coral conhecidos. Isso pode tê-lo protegido contra as temperaturas mais altas da superfície do mar.
A descoberta foi anunciada simultaneamente às discussões da ONU sobre o clima na COP29 em Baku, no Azerbaijão, onde os países tentam fazer progressos no combate às mudanças climáticas.
O ministro do Clima das ilhas Salomão presente à conferência, Trevor Manemahaga, declarou à BBC News que o seu país está orgulhoso do coral recém-encontrado.
"Queremos que o mundo saiba que este é um lugar especial e precisa ser protegido", afirmou ele.
"Nós dependemos principalmente dos recursos marinhos para a sobrevivência econômica e, por isso, o coral é muito, muito importante. [...] E é crucial e fundamental para a nossa economia garantir que o nosso coral não seja explorado."
Pequenas nações insulares, como as ilhas Salomão, são extremamente vulneráveis às mudanças climáticas.

Termine de ler esta reportagem clicando na Folha de S. Paulo

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