UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
´Quem paga?´: protesto ambiental põe pergunta gigante em banco de areia criado pela maior seca da Amazônia

24/09/2024

Uma equipe de ativistas ambientais do Greenpeace Brasil instalou na sexta-feira (20) uma enorme mensagem num banco de areia que surgiu no meio de um dos principais rios da bacia amazônica, que está sofrendo com a pior seca já registrada.
"Quem paga?", lia-se do alto nas letras feitas de tecido, referindo-se aos danos ambientais causados à Amazônia por mudanças climáticas e aquecimento global --algo que a organização afirma ser consequência direta do uso contínuo de combustíveis fósseis.
A seca reduziu o nível da água do Rio Solimões a níveis sem precedentes, expondo o leito do rio em frente à cidade de Manacapuru, um pouco rio acima da capital Manaus, onde se junta ao Rio Negro para formar o poderoso Amazonas.
É o segundo ano consecutivo de seca crítica que tem deixado marcas na floresta tropical, alimentando grandes incêndios florestais e deixando comunidades ribeirinhas isoladas por falta de transporte, pois os rios se tornaram muito rasos para a passagem de barcos.
"Queremos enviar uma mensagem de que as mudanças climáticas já estão afetando até mesmo a maior floresta tropical do mundo e secando seus rios", disse o porta-voz do Greenpeace Brasil, Romulo Batista.
Ele acrescentou que comunidades vulneráveis estão pagando pelas consequências das mudanças climáticas na Amazônia, como os povos indígenas, os pescadores e outros moradores cujas casas flutuantes se encontram encalhadas em rios que estão secando.
"São as pessoas que vivem fora das cidades da Amazônia que estão pagando o maior preço por esse evento climático extremo causado pelas indústrias de petróleo e gás ao redor do mundo", disse Batista.
A seca aumentou a temperatura da água nos rios e lagos, matando peixes e colocando botos em perigo.
Na quarta-feira (18), no banco de areia do rio Solimões, a água foi medida a 40° C, uma temperatura insuportável para os peixes e os botos. Peixes morrendo e esqueletos de peixes foram encontrados no banco de areia.

Fonte: g1

Novidades

Calor extremo atinge 1 bilhão de pessoas a mais que nos anos 1970, aponta estudo

23/06/2026

O calor extremo deixou de ser um problema de poucos lugares e de poucos dias. Um levantamento globa...

Redes subterrâneas de fungos revelam dimensão invisível da vida

23/06/2026

As redes subterrâneas formadas por fungos, responsáveis por conectar plantas e microrganismos em uma...

Estoques mundiais de grãos podem amenizar impacto do El Niño; agronegócio se prepara

23/06/2026

Um El Niño intenso provavelmente vai desestabilizar o clima global e ameaçar a agricultura nos próxi...

Entenda o outro confronto entre Argentina e Áustria: quem protege (e quem libera) seus glaciares

23/06/2026

Nesta segunda-feira (22) Argentina e Áustria entram em campo em Arlington, no Texas (EUA), pela segu...

Luminária de cascas de ovo transforma resíduo em peça premiada

23/06/2026

À primeira vista, a Mod-u parece uma maquete de prédio. Seus volumes geométricos empilhados lembram ...

Europa sofre com onda de calor, e França restringe consumo de álcool

23/06/2026

Uma onda de calor intenso que assola grande parte da Europa levou à proibição parcial do consumo de ...