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Beryl: veja a lista de 21 nomes já escolhidos para furacões e tempestades de 2024

04/07/2024

O Beryl abriu a temporada de furacões que deve ser acima do normal, segundo a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês). A previsão é de que sejam registrados até 13 furacões esse ano, sob o alerta de intensidade, reflexo da fervura nos oceanos.
👉 O Beryl tocou o solo na segunda-feira (1°) e deixou um rastro de estragos e mortes. A temporada começou já com um furacão na escala 5 – a maior na escala de medidas.

Por que os furacões e tempestades têm nomes?

🚨 Usar nomes humanos - em vez de números ou termos técnicos - nas tempestades e furacões é uma forma de ajudar na hora de divulgar os alertas. Isso faz com que as pessoas se lembrem e consigam absorver melhor a informação.
A divulgação de uma lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e seu padrão tem sido usado em outras regiões do mundo.
As listas dos furacões de cada ano são organizadas em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. E os nomes de tempestades são diferentes para cada região.

Veja a lista de nomes para a temporada de 2024: Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Francine, Gordon, Helene, Isaac, Joyce, Kirk, Leslie, Milton, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e Wiliam.

Os nomes são escolhidos em um comitê internacional, antes da temporada, desde 1953. À época, apenas nomes femininos eram usados, mas isso mudou em 1970, quando nomes masculinos passaram a ser incluídos.
👉 Em 2014, porém, um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, afirmou que furacões com nomes de mulheres matam mais pessoas que aqueles com nomes masculinos, porque costumam ser levados menos a sério e, consequentemente, há menos preparação para enfrentá-los.
Os cientistas analisaram dados de furacões que atingiram o país entre 1950 e 2012, com exceção do Katrina em 2005 - porque o grande número de mortos poderia distorcer os resultados.
O estudo, que foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), afirmou que cada furacão com nome masculino causa, em média, 15 mortes. Já os que têm nomes femininos provocam cerca de 42.
A temporada começou no dia 1° de junho e segue até novembro. Com os oceanos fervendo, com temperaturas acima do normal, para esse ano são esperadas até 25 tempestades nomeadas. Ou seja, com intensidade alta. Dessas, 13 podem se tornar furacões.
Os furacões começam como tempestades tropicais e vão ganhando força. Os especialistas explicam que, com os oceanos ferventes, o calor serve como combustível para que a tempestade fique ainda mais forte, se transformando em furacão.
“A temperatura do oceano é extremamente importante para definir a intensidade de um furacão. A temperatura do oceano que vai alimentando e quanto mais quente o oceano tiver mais combustível ele dá para o furacão, o que faz com que ele seja cada vez mais intenso", explica o meteorologista da Climatempo, Fábio Luengo.

Fonte: g1

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