
08/09/2022
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que existe o risco de 2022 ter o terceiro episódio consecutivo do fenômeno climático La Niña.
A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que há 70% de probabilidade de que esse fenômeno continue durante os meses de setembro e novembro deste ano.
Se isso acontecer, será a primeira vez neste século que há um "episódio triplo" do La Niña.
O fenômeno climático atual teve início em setembro de 2020.
Se durar até o final do ano, atingirá três invernos consecutivos, razão pela qual é considerado um "episódio triplo".
A OMM também estimou que há 55% de chance de que o La Niña continue até fevereiro de 2023.
Os fenômenos La Niña e El Niño são as duas fases opostas do mesmo padrão climático, conhecido entre os cientistas como El Niño-Oscilação Sul (Enso).
O Enso é um fenômeno natural em que a temperatura superficial no Oceano Pacífico, próximo da Linha do Equador, se altera. E isso tem consequências importantes para o clima ao redor do planeta.
O El Niño é a fase quente e geralmente aparece primeiro.
Ele ocorre quando as condições de pressão do ar mudam, enfraquecendo os ventos alísios no Hemisfério Sul do Pacífico.
Assim são conhecidos os ventos que costumam soprar de leste a oeste naquele oceano, desde regiões subtropicais de alta pressão até zonas equatoriais de baixa pressão.
Os ventos alísios transportam águas superficiais quentes da zona equatorial da costa da América do Sul em direção à Ásia, do outro lado do Pacífico.
Isso faz com que as águas das profundezas, que são mais frias, subam em direção à superfície.
Mas quando esses ventos enfraquecem, ou sopram na direção oposta, eles carregam água quente do Sudeste Asiático para a América do Sul.
O La Niña é justamente o oposto: quando os ventos alísios são muito fortes, a subida das águas frias profundas é acelerada e a temperatura do mar cai abaixo do normal.
É por isso que o La Niña é considerado a fase fria do fenômeno.
Geralmente, entre as duas fases, há um período conhecido como "zona neutra", em que nenhum dos dois eventos são notavelmente ativos e as temperaturas ficam na média.
O climatologista Alfredo Alpio Costa, especialista em mudanças climáticas do Instituto Antártico Argentino, explica que o Enso é bem irregular. Os ciclos de início do El Niño e o término do La Niña podem demorar entre dois e sete anos.
Mas esses dois fenômenos nem sempre se alternam de forma regular. Às vezes, como está acontecendo agora, apenas uma das fases se repete várias vezes, sem que o oposto apareça.
Termine de ler esta reportagem no g1
Mudança climática pode eliminar até 34% das plantas usadas por povos da Amazônia, diz estudo
09/07/2026
A arquitetura invisível da reciclagem
09/07/2026
Com espaços fluidos, escola integra a natureza à aprendizagem
09/07/2026
Eucalipto se tornou vilão de incêndios florestais
09/07/2026
Novo estudo indica por que a Antártica congelou milhões de anos antes do Ártico
09/07/2026
Tinta refletora reduz o calor em moradias vulneráveis na África
09/07/2026
