
08/09/2022
Depois de reproduzir uma obra de Tarsila do Amaral com a lama tóxica de Brumadinho e denunciar a destruição dos grandes biomas brasileiros, em um painel pintado com as cinzas das queimadas na Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, o artivista Mundano leva sua arte ao Rock in Rio com um mural foi feito com cinzas de nossas florestas.
Usando cinzas dos biomas brasileiros e um verniz fosco à base de água, Mundano traz ao festival reflexões sobre a preservação do meio ambiente no Brasil, convocando o público a defender nossa natureza com a mesma paixão que dedica à música e seus artistas favoritos.
“Imagina como seria se a preservação ambiental fosse como a música: uma paixão nacional. Milhares de pessoas colando na grade pra ver a nossa Amazônia preservada, a Mata Atlântica sendo restaurada, o Pantanal protegido, a Caatinga e o Pampa reconhecidos e o Cerrado sendo muito amado”, conta Mundano.
A obra de arte foi feita em escalas de cinza e contou com a assistência do artista André Firmiano e com a presença do produtor de Mundano André Libério. Com o conceito “Juntos pela Preservação Ambiental”, Mundano traz como referência visual dezenas de fotos do público, apaixonados pelo Rock in Rio, que gosta de ver seus ídolos bem de pertinho.
“Muitos deles carregando pequenas faixas que expressam seu amor e a sua banda preferida. Mas e se a Amazônia fosse a diva? Mata Atlântica fosse o novo hit? Pantanal o novo galã?”, questiona o artivista.
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