
16/08/2022
Uma edificação concebida e programada em todos os detalhes para proporcionar o máximo de conforto e saúde, minimizando o impacto ao ecossistema local. Assim é a Residência Verde Piracicaba que está sendo construída em um condomínio no bairro Santa Rosa, no interior de São Paulo.
A casa em Piracicaba é a única do Brasil a obter, de forma simultânea: a Certificação internacional AQUA-HQE, de sustentabilidade; a etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem PBE-Edifica, de eficiência energética; e o Certificado da Norma ABNT NBR 9050, de acessibilidade.
Além de tecnologias ambientais ativas e passivas, a casa possui soluções pensadas para promover o convívio harmonioso, qualidade de vida para os futuros moradores (um casal de idosos), facilidade de manutenção, além de espaços acessíveis, acolhedores e seguros para receber os filhos e netos.
De acordo com o empreendedor, o engenheiro Fernando Berssaneti, a realização desse projeto foi um processo de desmistificação e quebra de paradigmas.
“As pessoas têm o pressuposto de que certificações são para grandes empreendimentos ou grandes empresas. Na prática, não é nada disso. É um investimento com valores superiores, se comparados aos projetos convencionais. Porém, há outros ganhos imediatos de operação e manutenção que devem ser levados em conta e, a médio e longo prazos, a tangibilização do retorno do investimento será melhor calculada”, ressalta.
O projeto demonstra uma mudança de cultura na construção de residências, explica o gerente comercial do AQUA-HQE, da Fundação Vanzolini, Bruno Casagrande.
“A Residência Verde terá soluções que reduzem o consumo de energia elétrica, água, recursos naturais e de emissão de gases efeito estufa, poluentes aéreos, líquidos e sólidos. Isso resulta em economia para o usuário e para a cidade, pois diminui a necessidade de o gestor público expandir os sistemas de infraestrutura e faz da edificação uma contribuinte, pioneira em Piracicaba, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)”, afirma Casagrande.
A certificação AQUA-HQE, concedida pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, é de origem francesa e foi adaptada ao Brasil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP).
A casa em Piracicaba é resultado de um estudo liderado pela arquiteta e professora Mirtes Luciani.
De acordo com a arquiteta Luciana Abreu Braga, consultora do empreendimento, o mais importante em trabalhar com a certificação AQUA-HQE é o olhar holístico do processo.
“Nesse projeto nos preocupamos desde a relação do edifício com o entorno; controle de materiais; seleção de fornecedores e prestadores de serviços; controles de resíduos, com a instalação de um biodigestor para tratamento de esgoto; consumo de recursos naturais, água e energia elétrica; e otimização desses recursos com reuso de águas pluviais e uso de energias renováveis, entre outras soluções”, declara Braga.
A casa em Piracicaba é pioneira no Brasil ao utilizar a tecnologia da telha Tégula Solar da Eternit. Trata-se da primeira telha fotovoltaica de concreto do país. O sistema é capaz de transformar luz solar em energia – um resultado de três anos de testes e adaptações, segundo a fabricante.
De acordo com os resultados da simulação de energia feita por Braga, estima-se que a demanda anual de energia da residência será de 15.278,52 kWh/ano e a geração de energia solar de 10.903,44 kWh/ano. Dessa forma, a produção de energia renovável representará uma cobertura de 71% da demanda energética da edificação.
O sistema é composto por 840 placas que possuem 0,17m² de área útil de fotovoltaico. Cada telha tem uma capacidade média de 9,16Wp, totalizando 7.694,40Wp. As peças são compostas de módulos com células mono cristalinas de eficiência de 5,30%.
O projeto também conta com aquecimento da água de banho com sistemas de aquecimento solar e utilização de energia fotovoltaica. Essas tecnologias ajudam a mitigar a emissão de CO² e a reduzir o valor da conta de energia.
A matéria na íntegra pode ser lida no Ciclo Vivo
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