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Fenômeno raro, nuvens de ácido e gelo ´brilham´ no céu na Argentina; veja imagens

02/08/2022

Nos últimos dias nuvens de ácido e gelo "brilharam" no céu da Argentina, na província da Terra do Fogo ao Sul da Argentina, mais comuns em regiões de alta latitude e menos frequente na América do Sul. Moradores puderam ver nuvens iridescentes (coloridas), um fenômeno atraente aos olhos, mas que é uma ameaça ao meio ambiente. O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN) descreveu como "perigoso", um risco para a camada de ozônio, mesmo que as nuvens não causem chuva de ácido e nem ferimentos nas pessoas na superfície.
No mês de julho, o Sul da Argentina e a Patagônia tiveram temperaturas perto de 20º negativos, como na cidade de Maquinchao (Argentina), na província de Rio Negro, onde os termômetros indicaram -19,8ºC. No alto da atmosfera as temperaturas estavam ainda mais baixas, em latitudes perto do polo, o que ocasionou um fenômeno nunca visto nas latitudes médias do Centro da Argentina, Uruguai e Centro-Sul do Brasil.
As nuvens brilhosas geralmente não se formam na estratosfera devido a sua extrema secura. Mas no inverno, em altas latitudes, a temperatura estratosférica as vezes se torna baixa o suficiente para forma-las. O que as deixa aparentemente coloridas são as pequenas partículas semelhantes que confrontam a luz solar, ficando iluminadas em torno de vinte minutos após o pôr do sol no solo.
Segundo a MetSul Meteorologia, antes do nascer do sol e após o pôr do sol, quando o Sol está entre cerca de 1º e 6º abaixo do horizonte, são os melhores momentos para visualizar as nuvens compostas por misturas de água natural e ácido trihidratado (alpha-NAT ou a-NAT). O que acontece é que as reações químicas que ocorrem na superfície dessas nuvens resultam em uma notável transformação da composição estratosférica.
Este tipo de nebulosidade é comum em países do Norte europeu e pouco frequente na América do Sul. Por isso chamam atenção no céu. Outro fenômeno que dificulta ver estas nuvens é a instabilidade associada ao cinturão de baixas pressões no entorno da Antártida.
Em 2013, também na segunda metade de julho, as nuvens de ácido e gelo foram registradas na Patagônia. Gerardo Connon fotografou as imagens avistada na cidade de Rio Grande, também na província da Terra do Fogo, publicado no site da NASA.

Fonte: O Globo

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