
19/07/2022
O Dia de Proteção às Florestas foi celebrado no último domingo (17), dia do Curupira, que é um personagem do folclore brasileiro considerado o protetor das florestas, famoso pelos cabelos vermelhos semelhante ao fogo e pés posicionados ao contrário, com os calcanhares para frente. Não faltam motivos para que a data em homenagem a ele seja lembrada como forma de conscientizar sobre a importância da conservação florestal.
E mesmo diante de tantas campanhas promovidas por diversas instituições, órgãos de segurança e ONGs a favor da preservação, as florestas continuam correndo riscos constante de queimadas e devastação.
De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), apenas nos cinco primeiros meses de 2022, a Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período. A Amazônia ainda conta com vastas áreas de floresta, mas elas se encontram sob ameaça.
O Pará é o segundo maior estado do Brasil, e também o segundo que mais desmatou a Amazônia em 2022, com cerca de 471 km², o que representa 32% e lidera ranking com mais de mil processos contra desmatadores na região amazônica.
Com extensão territorial de 1.245.871 km², o estado do Pará abriga 9% das florestas tropicais do mundo, segundo a organização The Nature Conservancy. O desmatamento nessas áreas, além de trazer prejuízos ambientais, pode resultar ainda em riscos à saúde de comunidades tradicionais.
Em solo paraense, um dos grandes problemas é o avanço da devastação sobre áreas protegidas, como unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Seis das 10 UCs e quatro das 10 TIs mais desmatadas na Amazônia ficam no Pará, segundo o Imazon.
O Pará apresenta metade das Áreas de Proteção (APs) no ranking das 10 mais ameaçadas na região como APA do Tapajós e a Floresta Nacional (Flona) do Tapajós.
Preservar as florestas é essencial, pois não garante somente os processos biológicos, como traz diversos benefícios à sociedade.
"As florestas fornecem água potável para mais de 33% das maiores cidades do mundo. A qualidade deste recurso, primordial para a saúde e o desenvolvimento rural e urbano, está vinculada com a gestão florestal. As florestas propiciam 40% de toda a energia renovável do mundo", destacou João Victor, brigadista.
Além disso, as grandes florestas desempenham um papel primordial na regulação do clima ao ajudar na absorção do gás carbônico da atmosfera.
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