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Do banho ao acasalamento de harpias: como voluntários trabalham para evitar a extinção do gavião-real em Rondônia

05/07/2022

Há 14 anos atuando em Rondônia, o Projeto Harpia Núcleo RO já fez os mais diversos flagrantes do gavião-real no meio da floresta. Um dos mais recentes (e raros) foi o banho de uma harpia dentro de um pequeno rio.
Dos 21 ninhos de harpias monitorados pelo projeto no estado, atualmente há 10 em atividade. De acordo com o coordenador do projeto, Carlos Tuyama, além da coleta de dados sobre os hábitos do animal, a pesquisa busca evitar a extinção dessa que é considerada uma das maiores aves de rapina do mundo.
O projeto é formado por 15 voluntários que possuem especializações nas mais diversas áreas, como biologia e medicina veterinária. Professores e estudantes de outras áreas também ajudam na preservação.
O coordenador do projeto em Rondônia, Carlos Tuyama, conta que antes de surgir o Núcleo de Rondônia, os primeiros estudos sobre as harpias no Brasil foram realizados por cientistas ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). À época, o projeto levava o nome de Programa de Conservação do Gavião-Real.
"Em 2008, um grupo de graduandos de biologia de Cacoal fundou um grupo de trabalho que posteriormente veio a integrar o projeto nacional, tornando-se o Núcleo Rondônia, que é composto por 15 colaboradores voluntários, que de acordo com a possibilidade de cada um, contribui com as ações do projeto. Não é uma atividade remunerada, cada um faz por amor a causa", conta.
Além dos 15 colaboradores em Rondônia, o projeto tem o apoio de outros grupos ligados a instituições de pesquisa e universidades em outros estados da Amazônia e da Mata Atlântica.
"São biólogos, veterinários, professores, estudantes e pessoas sem formação específica na área, porém que desejam contribuir com a conservação ambiental e da fauna da região", fala Tuyama.
Mesmo com os 14 anos do Núcleo Rondônia mostram, Tuyama diz que o projeto é novo. Segundo ele, por haver poucos estudos sobre a ave de rapina (que é uma espécie de baixíssima densidade populacional) e por ela ter hábitos discretos em um território vasto, isso acaba dificultando a captação dos dados.
"Estudar espécies assim é por si só um enorme desafio. Existem aspectos do comportamento que ainda são desconhecidos em função da dificuldade de se observar ou registrar. Além disso, dada a raridade da espécie, algumas conclusões só são possíveis com alguns anos de estudo, já que o número amostral sempre tende a ser bastante baixo. Nesse aspecto, qualquer dado coletado pode ser importante para pesquisas atuais ou futuras, pesquisas essas que em alguns casos nem estão planejadas, mas que surgem em função de descobertas ou evidências que se apresentam até inesperadamente".
Quanto mais informação, ressalta o coordenador, mais estratégias podem ser adotadas na luta contra a extinção da harpia.
"Evidentemente, a coleção do máximo de aspectos permite um raio-x cada vez mais apurado das características da espécie e da sua relação com o seu habitat, o que é de grande importância também para desenvolver estratégias de ação, visando a conservação".
Dos 21 ninhos conhecidos pelo Projeto Núcleo Rondônia, somente 10 estão ativos e seguem sendo suporte para a reprodução da espécie. O coordenado destaca que esforços são concentrados para que ninhos alternativos, próximas as localidades, sejam descobertos para serem mapeados.
"Nos sítios reprodutivos ativos fazemos o monitoramento, buscando acompanhar as nidificação [que a ação de construir o ninho] e conhecer o índice de sucesso ou não de cada uma dessas áreas".

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