
05/07/2022
O holandês Boyan Slat, de 27 anos, elaborou um sistema que garante retirar 80% do plástico dos oceanos até 2030, e cerca de 90% até 2040. Entenda na reportagem como é o funcionamento da coleta e reciclagem do material recolhido.
O principal sistema criado por ele funciona como uma espécie de barragem móvel, que é levada por dois barcos. Esse coletor de lixo vai se enchendo conforme os barcos avançam a uma velocidade determinada, e conforme o plástico vai se movendo por conta das correntes marítimas.
Quando fica cheia, essa espécie de rede é fechada, selada e levada até o barco, onde é descarregada. Depois que os navios que operam o sistema ficam cheios de plástico, o lixo é levado até um centro de reciclagem em terra firme.
Para encontrar os locais ideais para limpeza, a ONG utiliza modelos matemáticos que preveem em quais lugares do oceano o plástico tem mais chances de se acumular.
Além deste sistema de coleta no mar, a ONG comandada pelo holandês também desenvolveu um equipamento movido a energia solar para retirar o lixo dos rios antes mesmo que ele chegue até o oceano.
Chamados de "interceptores", esses equipamentos também funcionam criando barreiras para o lixo plástico. Atualmente, a ONG já tem dez desses sistemas funcionando em rios de diferentes lugares do mundo, da Jamaica à Indonésia, passando por países como Malásia e República Dominicana.
Boyan Slat tinha apenas 18 anos quando inventou, em 2013, o primeiro protótipo do sistema de limpeza dos mares. Logo depois, em 2014, ele recebeu um prêmio da ONU e começou a ganhar reconhecimento. Foi nessa época que ele passou a atrair investidores para o seu projeto, que atualmente incluem nomes como a banda Coldplay e a fabricante de refrigerantes The Coca-Cola Company.
Apesar disso, as primeiras operações de limpeza começaram apenas em 2018, quando a The Ocean Cleanup testou o equipamento System 001. Depois, em 2019, uma evolução do mesmo sistema fez a primeira extração de plástico na região conhecida como a Grande Ilha de Lixo do Pacífico. Desde então, o System 001 evoluiu para System 002 – conhecido também como Jenny – para realizar algumas operações de limpeza pontuais ao longo dos anos de 2021 e 2022.
Agora, o plano ambicioso da ONG é chegar a 10 sistemas em operação na região do Oceano Pacífico que mais concentra lixo plástico, e dobrar o número de equipamentos em funcionamento em rios a cada ano.
"Agora, nos próximos 12 meses, vamos focar no amadurecimento das nossas soluções. São sistemas comprovados, eles funcionam, então é tudo uma questão de obter mais experiência. Queremos dobrar a quantidade de interceptores nos rios a cada ano, e também aumentar de um para dez sistemas em operação na grande mancha de lixo do Pacífico em 2 anos", explicou Boyan.
Seus planos de expansão incluem o Brasil porque, segundo ele, o país é um dos que tem mais rios com potencial para a remoção do lixo plástico.
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