
28/06/2022
O governo do Japão pediu que moradores de Tóquio e cidades próximas utilizem menos energia elétrica nesta segunda-feira para evitar uma crise no fornecimento em meio a uma onda de calor registrada no país. Em comunicado divulgado neste domingo, o ministério da Economia, Comércio e Indústria informou que espera que a demanda por energia seja "severa" nesta tarde, no horário local. Por isso, as pessoas devem desligar luzes desnecessárias, mas ainda usar ar condicionado, para evitar que sofram algum problema de saúde por causa das altas temperaturas.
Junho marca o início do verão no Japão, que costuma registrar temperaturas abaixo de 30 graus. No fim de semana, porém, a temperatura no centro de Tóquio passou de 35 graus, enquanto a cidade de Isesaki, a noroeste da capital, atingiu o recorde de 40,2 graus, a temperatura mais alta já registrada em junho no país.
O ministério da Economia informou que a população deve economizar energia por três horas a partir das 15h, no horário de Tóquio. A pasta explicou ainda que, embora fornecedores estejam trabalhando para aumentar a oferta de eletricidade, a situação é "imprevisível" à medida que as temperaturas sobem.
"Se houver um aumento na demanda e problemas repentinos de oferta, a margem de reserva cairá abaixo do mínimo exigido de 3%", ressaltou o governo.
O governo japonês já havia pedido às famílias e empresas que economizassem o máximo de eletricidade possível durante o verão. O fornecimento de energia no país foi reduzido após um terremoto em março, que forçou a suspensão de operações algumas usinas nucleares. As autoridades também fecharam várias usinas de combustível fóssil recentemente, na tentativa de reduzir as emissões de dióxido de carbono.
Conforme a emissora pública japonesa NHK, 46 pessoas em Tóquio foram levadas ao hospital por suspeita de insolação, na tarde de domingo. Há suspeita de que um homem de 94 anos, morador da cidade vizinha de Kawagoe, teria morrido em decorrência do calor intenso.
Fonte: O Globo
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