
23/06/2022
Na última segunda-feira (20), teve início o Cannes Lions – festival de criatividade que anualmente reúne publicitários de todo mundo. Já no primeiro dia, o Brasil abocanhou 13 troféus, sendo que o “Leão de Ouro” foi para uma campanha ambiental em que uma árvore jatobá pede asilo político.
Na peça publicitária “O Jatobá Refugiado”, uma árvore percorre cidades em busca de refúgio. A ideia é denunciar o desmatamento descontrolado e ilegal que ocorre na Amazônia – com recordes de aumento nos últimos anos.
A campanha alerta que se não for dado um basta no desmatamento, em 15 anos, a Amazônia deixará de ser uma floresta tropical. “Uma parte dela se tornará para sempre uma savana degradada”, diz o filme.
“O Jatobá Refugiado” conquistou três prêmios: um Ouro, uma Prata e um Bronze na categoria Outdoor. O filme foi produzido pela agência África para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
“O nosso filme, que estava concorrendo no Cannes Lions 2022, acaba de ser premiado!”, celebra a coordenadora executiva da Apib, Sonia Guajajara. “Não poderia estar mais feliz e honrada por ajudar a contar a história dessa árvore símbolo de resistência. É a luta pela Floresta ecoando pelo mundo!”.
Foi a indígena Txai Suruí, do povo Paiter Suruí, que subiu ao palco – a convite da agência África – e recebeu o prêmio Leão de Ouro.
O Cannes Lions acontece em Cannes, na Riviera Francesa, até a próxima sexta-feira (24).
Ao fim do vídeo, uma chamada convida para conhecer o site arvorerefugiada.com.br, onde é possível assinar uma petição, direcionada ao Congresso Federal, para proibir o desmatamento na Amazônia por pelo menos cinco anos.
O site também traz fatos importantes para sensibilizar o público sobre a importância de manter a floresta amazônica em pé e seus limites de sobrevivência. Sobre o jatobá, em especial, a iniciativa salienta que esta é considerada uma árvore sagrada pelos povos indígenas e se antes era facilmente encontrada em todo território do bioma, hoje, pelo contrário, sofre ameaças pela grande exploração de madeira, desmatamentos e queimadas.
Para assistir ao vídeo e assinar a petição on-line acesse o Ciclo Vivo
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