
26/05/2022
Já pensou em usar cascas ou resíduos de alimentos como a do arroz, café, coco, amendoim, sementes de goiaba, entre outros, como matérias primas para produzir biocombustíveis alternativos? O pesquisador Victor Haber Perez, do Setor de Engenharia de Processos, do Laboratório de Tecnologia de Alimentos, do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), é um entusiasta do assunto e está sempre em busca de mitigar os conflitos entre a produção de energia versus a oferta de alimentos.
Haber Perez dedica-se ao desenvolvimento de tecnologias não convencionais, eficientes, ecologicamente corretas e potencialmente escalonáveis para converter biomassa lignocelulósica de resíduos agroindustriais para produção de combustíveis renováveis, como biogás, biodiesel e bioetanol.
As biomassas lignocelulósicas são resíduos de alimentos e representam um descarte anual de cerca de 200 bilhões de toneladas em todo o mundo. O aproveitamento e sua reciclagem devem ser mais explorados pela indústria no sentido de reduzir problemas ambientais resultantes de um descarte inadequado na natureza, além de agregar valor aos subprodutos da agroindústria e valorizar recursos naturais e culturas regionais.
A estratégia do grupo de pesquisadores da Uenf é centrada na transformação termoquímica da biomassa por pirólise rápida, fenômeno de transformação térmica na ausência de oxigênio para produzir açucares pirolíticos que podem ser convertidos, por exemplo, em bioetanol por meio de processos fermentativos.
Para terminar de ler esta matéria acesse o site da Faperj
Férias de julho cheias de diversão e aprendizado: confira opções de colônias gratuitas e particulares em Niterói
09/07/2026
Mudança climática pode eliminar até 34% das plantas usadas por povos da Amazônia, diz estudo
09/07/2026
A arquitetura invisível da reciclagem
09/07/2026
Com espaços fluidos, escola integra a natureza à aprendizagem
09/07/2026
Eucalipto se tornou vilão de incêndios florestais
09/07/2026
Novo estudo indica por que a Antártica congelou milhões de anos antes do Ártico
09/07/2026
