
24/05/2022
Como uma forma de minimizar a crise hídrica, as barraginhas já conquistaram agricultores de 15 estados do Brasil, além do Distrito Federal. A estrutura, que nada mais é do que uma bacia escavada no solo, se tornou uma alternativa simples, barata e eficaz para armazenar água da chuva.
A cidade Atílio Vivácqua, que fica no sul do Espírito Santo, é famosa por ser a que mais tem barraginhas no estado. Nos últimos quatros anos, o município construiu 400 estruturas em diferentes bairros. A meta é chegar a 1.200 até 2024.
Segundo o secretário de Meio Ambiente do município, Márcio Manon, o interesse pelas barraginhas começou depois que houve um déficit hídrico em 2013. Isso fez com que aumentasse a procura por alternativas que minimizassem o prejuízo.
Como regra geral, a construção das barraginhas deve respeitar alguns critérios: não pode ser feita dentro de Área de Preservação Permanente e a declividade do terreno não pode passar de 16%.
A condição do terreno e as características do solo são o que define o tamanho. O diâmetro pode variar de 16 a 30 metros e a profundidade, de 1,5 a 1,8 metro.
A construção demora cerca de quatro horas e, dependendo do tamanho, cada barraginha pode segurar de 200 a 400 mil litros de água.
A dinâmica da barraginha foi testada e aprovada ao longo do vale do Rio Paiol em Sete Lagoas, Minas Gerais. A região funcionou como o grande laboratório do Projeto Barraginhas, na década de 1990.
Durante o teste, foi verificado que o agricultor não deve deixar a barraginha com água por muito tempo, já que sua função é justamente esvaziar para encher novamente com a próxima chuva.
Fonte: g1
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