
28/04/2022
Um bebê anta da espécie Tapirus Terrestris foi flagrado andando pelas matas do Parque Estadual dos Três Picos, na Região Metropolitana do Rio, por uma câmera de monitoramento. A espécie era considerada extinta na região por mais de um século até 2017, quando três animais foram colocados no local. Em 2020, uma anta fêmea foi reintroduzida na reserva ambiental para ajudar no repovoamento, e o nascimento espontâneo mostra que a iniciativa está tendo sucesso.
As equipes dos projetos Antologia, Guapiaçu e Refauna, que trabalham com reintrodução e monitoramento de fauna e reflorestamento de áreas de Mata Atlântica no Estado do Rio estão em festa. A descoberta foi feita na véspera do Dia da Anta, comemorado hoje, 27 de abril. Ele é o primeiro filhote da anta Jasmin, nascida no zoológico de Guarulhos (SP) e solta na reserva em outubro de 2020, quando tinha um ano e meio de idade.
Imagens capturadas pelo monitoramento feito pelo Projeto Antologia mostram Jasmin e o bebê, nascido provavelmente no mês de janeiro, caminhando à noite pela floresta.
— Esse é mais um momento incrível para o projeto. É o terceiro filhote que nasce na natureza nessa região, sinal que a reintrodução está caminhando bem. Os animais só conseguem se reproduzir quando o ambiente é adequado para eles — diz o professor do IFRJ Maron Galliez, coordenador da reintrodução de antas.
A espécie de anta da qual Jasmim faz parte foi extinta há mais de 100 anos no Estado do Rio devido à caça predatória e ao desmatamento. Devido à parceria entre os projetos Guapiaçu e Refauna, foram devolvidos ao seu habitat natural 14 antas e já há registros de que outros dois filhotes nasceram livres na região. Apesar de seis animais terem morrido, os demais estão adaptados e contam com o apoio, inclusive, dos moradores do entorno da reserva.
O objetivo da parceria entre os projetos é restaurar as relações ecológicas perdidas com o desaparecimento de mamíferos silvestres na Mata Atlântica. Conhecidas como “jardineiras da floresta”, as antas têm uma dieta que inclui frutas de diferentes tamanhos e uma enorme habilidade de dispersar sementes. Devido ao seu grande porte, necessitam de uma quantidade elevada de alimento e percorrem extensas áreas. Por isso, são capazes de favorecer a regeneração florestal. A longo prazo, esse movimento garante segurança hídrica e aumenta o sequestro de carbono atmosférico, combatendo o aquecimento global.
Assim, acreditam os pesquisadores, será estabelecida uma população viável destes animais que, com o tempo, se dispersarão pelo Parque Estadual dos Três Picos e outras áreas adjacentes, colonizando a região mais densamente florestada do estado, o mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense.
Fonte: O Globo
Férias de julho cheias de diversão e aprendizado: confira opções de colônias gratuitas e particulares em Niterói
09/07/2026
Mudança climática pode eliminar até 34% das plantas usadas por povos da Amazônia, diz estudo
09/07/2026
A arquitetura invisível da reciclagem
09/07/2026
Com espaços fluidos, escola integra a natureza à aprendizagem
09/07/2026
Eucalipto se tornou vilão de incêndios florestais
09/07/2026
Novo estudo indica por que a Antártica congelou milhões de anos antes do Ártico
09/07/2026
