
12/04/2022
Movimentos sociais de diversas regiões do Rio de Janeiro se juntaram e criaram um dossiê apontando violações ambientais no município. O documento aponta e detalha nove locais com irregularidades no meio ambiente. A prefeitura afirma, por sua vez, que demoliu desde 2021 198 construções em áreas ambientalmente protegidas.
A Articulação Carioca Por Justiça Socioambiental critica ainda o fato de a gestão de Eduardo Paes ter transferido o setor de licenciamento ambiental da Secretaria de Maio Ambiente para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação.
“A gestão Eduardo Paes entende que a questão ambiental da cidade é um entrave para o desenvolvimento econômico. Quando ele coloca o licenciamento na Secretaria de Desenvolvimento, ele diz que está valendo tudo e as questões ambientais não são relevantes para gestão”, afirmou o geógrafo Bruno Araújo, que faz parte do grupo.
Segundo o grupo, as violações ambientais ocorrem nos seguintes locais:
° Aldeia Maracanã
° Alto Uruguai (Tijuca)
° Deodoro a Sepetiba
° Floresta do Camboatá (Deodoro)
° Horto (Jardim Botânico)
° Parque da Chacrinha (Copacabana)
° Parque de Realengo
° Santa Cruz
° Vargens Grande e Pequena
Ao todo, são 17 movimentos que integram a articulação em prol do meio ambiente. Entre as denúncias documentadas, estão duas obras licenciadas pela prefeitura que estão desmatando parte do Parque Estadual da Tijuca.
“Essa articulação é uma reunião de vários movimentos na cidade. Tem gente de Santa Cruz, do Horto, Vargem Grande e vários pontos da cidade que têm algum tipo de violação ambiental. No dossiê, a gente faz relatos mostrando quais são essas violações que estão acontecendo”, explicou Bruno.
“Tem uma obra na Tijuca, que tem licença da prefeitura, e está desmatando uma parte do Parque Nacional da Tijuca”, completou o geógrafo.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura do Rio para falar sobre as denúncias de violações ambientais. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que “tem sido implacável no combate a crimes ambientais”.
Informou ainda que, desde o primeiro dia de 2021, fizeram “mais de 70 ações em diversos locais da cidades. Foram demolidas 198 construções em áreas ambientalmente protegidas”.
Ainda de acordo com a pasta, prejuízos que somam R$ 428 milhões foram causados a grupos criminosos com as ações da secretaria. Por fim, a secretaria informou que “os ambientalistas certamente sabem que o vale-tudo nas áreas verdes do Rio acabou”.
Sobre a transferência do licenciamento ambiental para outra secretaria, a prefeitura disse que a mudança "teve o objetivo de dar segurança jurídica, eficiência e integrar todo o processo de licenciamentos em um único órgão da Prefeitura". Ainda de acordo com o posicionamento, não houve mudanças na legislação.
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