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Fácil e barato: 7 maneiras de recuperar florestas em área degradada

12/04/2022

A Regeneração Natural Assistida é uma porção de técnicas simples e baratas, que podem acelerar a recuperação de vegetação e floresta em áreas degradadas com o mínimo de intervenção humana. O método foi criado pela FAO ainda na década de 70, como uma solução para acelerar este restabelecimento da paisagem, à medida que a regeneração por si só pode levar anos e o plantio de árvores em larga escala também exige um longo tempo para mostrar os benefícios, além de custar caro ao produtor.
“A regeneração natural demora muito e não necessariamente será eficaz, já o replantio é custoso. A RNA fica no meio dessa história”, resume Julio Alves, analista de pesquisas do World Resources Institute (WRI).
Isso significa que a RNA, como é conhecida, visa recuperar a camada de vegetação em determinada área, por meio de processos naturais, mas com uma "ajudinha" humana. São manejos que podem ser adotados por qualquer produtor rural, visando a retomada mais rápida dos serviços ecossistêmicos, por exemplo, a recuperação de nascentes, equilíbrio da fauna e flora, presença de polinizadores, entre outros benefícios que uma simples vegetação bem cuidada pode proporcionar.
“Aquele mato com aspecto sujo, em algum canto da propriedade, tem sua função. Ao ser recuperado, ele colabora com toda a integração da área. A RNA ainda também é uma técnica de conservação, servindo para adequar Área de Preservação Permanente e Reserva Legal, colaborando com o cumprimento do Código Florestal”, comenta Julio.
Existe um alto potencial para restauração florestal em larga escala no bioma Amazônia a partir da conservação da vegetação secundária, ou seja, aquela que já sofreu algum tipo de intervenção e não está mais em sua formação original. Neste contexto, a RNA pode ser aplicada à vegetação secundária, não demanda um longo prazo e ainda viabiliza a entrada do produtor nos pagamentos por serviços ambientais.
Caso a vegetação secundária seja conservada por pelo menos 30 anos, é possível adquirir características semelhantes às da vegetação original, assim assumindo um aspecto de “floresta madura”, capaz de contribuir de forma mais significativa para barrar o aquecimento global.
De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 5,2 milhões de hectares do bioma estão em áreas que não competem com a atividade agrícola de grãos, vegetação a qual está dispersa nas antigas e novas fronteiras do desmatamento.
Esta extensão, portanto, pode receber a RNA, sem significar competição com o plantio de grãos e ainda contribuindo para o cumprimento da meta estabelecida na Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg), que visa recuperar 4,8 milhões de hectares desmatados no bioma.
“Muitas vezes, antigamente, a área foi aberta, perdeu solo, perdeu água e agora o produtor já percebeu isso, que fica mais vulnerável a eventos climáticos. Independentemente de ser algo legal, também tem essa percepção de adequação ambiental e produtiva”, comenta Andréia Pinto, pesquisadora do Imazon.
“Ninguém vai querer deixar pasto sujo crescendo, então a RNA também tem a finalidade econômica”, complementa ao esclarecer que o retorno financeiro não é imediato, “mas a recuperação da água na propriedade não tem preço”.

Saiba quais são os 7 passos do RNA na Revista Globo Rural

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