
29/03/2022
A ONU publicou uma chamada para que países nomeiem Iniciativas de Referência da Restauração Mundial, a fim de destacar as iniciativas mais ambiciosas e impactantes do mundo na restauração de ecossistemas degradados. Os governos são convidados a apresentar seus esforços mais inspiradores até 31 de março de 2022.
Já foram registradas mais de 80 manifestações de interesse e as primeiras iniciativas selecionadas serão celebradas em uma data próxima à Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2022.
Atualmente, mais de 75% das áreas terrestres e 66% dos oceanos estão severamente alterados pela atividade humana. Um relatório publicado em 2021 revela que, como parte dos objetivos internacionais de clima e biodiversidade, os países se comprometeram a restaurar um bilhão de hectares de ecossistemas — uma área maior que a China.
A parceria da Década ONU da Restauração de Ecossistemas, coliderada pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), anuncia a fase final para a nomeação de Iniciativas de Referência da Restauração Mundial para dar maior visibilidade aos esforços de restauração e celebrá-los em todo o mundo.
Os benefícios que os dez países selecionados receberão incluem o reconhecimento mundial e a divulgação de projetos, além de:
* Elegibilidade para financiamento por meio do Fundo da Década da ONU (países/territórios elegíveis para receber assistência oficial de desenvolvimento);
* Elaboração de produtos multimídia e campanhas nacionais com apoio da ONU; e
* Avaliação dos esforços de restauração por meio da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas.
“Os aspectos da degradação são dolorosamente visíveis: em oceanos, zonas úmidas, florestas, montanhas, cidades e outros ecossistemas. Agora, precisamos conseguir prever como a natureza deve ser reparada”, afirma Tim Christopherson, ponto focal da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas. “Após o compromisso de restauração de um bilhão de hectares, é chegada a hora de transformar os compromissos em ações”.
A Década da Restauração de Ecossistemas destacará iniciativas em todas as regiões, setores e ecossistemas para reivindicar maiores ambições políticas, financiamentos e ações pela natureza, a fim de contar histórias promissoras, monitorar o progresso e inspirar mais ações no movimento da restauração.
A matéria na íntegra pode ser lida no Ciclo Vivo
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