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Agrônoma aposta no plantio de ‘pimentas nucleares’, as mais ardidas do mundo, e produz molhos super picantes no AC

24/02/2022

Carolina Reaper, Trinidad Socorpion e Bhut Jolokia. Se você gosta de uma boa pimenta, de sentir um ardor daqueles na boca, essas três variedades com certeza são a sua praia, pois são consideradas as três mais ardidas do mundo, segundo o Guinness, e chamadas de pimentas nucleares, pelo status de maior ardência.
E foi pensando em apimentar o paladar dos acreanos, que a engenheira agrônoma Juliana Pinheiro começou a cultivar as pimentas nucleares e fazer molhos super, super picantes. Ela explica que são consideradas pimentas nucleares aquelas que ultrapassam 1 milhão de unidades Scoville Heat Units (SHU), que é o status de ardência.
Juliana é engenheira há 12 anos e dona de uma empresa de produção de mudas de frutíferas e pimenteiras nucleares. Ela conta que produz as pimentas no Acre há um ano e meio e é pioneira na produção destes tipos de pimentas.
"Conheci a pimenta Carolina Reaper em uma viagem que fiz a São Paulo, onde obtive o contato de fornecedores das sementes originais e resolvi plantar no Acre. Comecei a produzir as plantas em vaso e depois passei a produzir no chão, no município de Acrelândia, onde fica minha estação de experimentos," explica.
Ela esclarece que as pimentas se adaptam bem aos solos do Acre, porém, não toleram sol intenso, por isso precisam de um cuidado maior.
“Se adaptam bem ao solo (pH entre 6,0 e 6,5), mas requerem 50% de luminosidade apenas, sendo necessário o uso de telas de sombreamento. Porém, são plantas de ciclo anual, onde reduzem drasticamente a produtividade, necessitando renovação das plantas [novo plantio]”, explica.
Por causa da ardência das pimentas, a agrônoma diz que é preciso manipulá-las de luvas. “É porque elas queimam muito, tem um comparativo, por exemplo, enquanto uma pimenta malagueta tem 150 mil unidades, a nuclear tem acima de mais de 1,5 milhão de unidades de ardência, então, ela queima muito e causa queimaduras na pele se você não tiver cuidado,” adverte.
Ela acredita que as pimentas devem estar disponíveis para venda em dois meses e que por enquanto foca na venda dos molhos que custam R$ 25 cada embalagem de 50 ml.
“Os molhos estão disponíveis para venda, eu produzo em parceria, forneço as pimentas e eles processam o molho. Em relação às pimenteiras, vendemos desde sementes, mudas, e estamos também produzindo os molhos. Hoje tenho 252 em sementeiras, que estarão disponíveis para venda dentro de dois meses,” diz.
Juliana explica que por enquanto produz apenas o molho, pois está em fase de transição de sua estação de experimentos de um município para o outro.
“Minha estação de experimentos fica em Acrelândia, no ramal do Granada, o que acontece, as pimentas nucleares têm um período de produção anual e aí com um ano a gente tem que trocar as mudas para manter o tamanho do fruto, mantendo a produtividade, você tem que estar renovando essas matrizes. Devido à distância, por Acrelândia ser longe de Rio Branco vou desativar a unidade e trocar para uma em Senador Guiomard que á mais próximo da capital”, explica.
Na nova unidade ela vai ampliar as mudas e aumentar a produção. “Em Acrelândia eu tenho oito mudas, então, os molhos estão sendo produzidos destas oito mudas que ainda estão em produção. Nessa nova área que a gente adquiriu e vai ser implantado o novo cultivo de pimentas nucleares com novas mudas”, acrescenta.

Leia a matéria completa no g1

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