
08/10/2019
Um grupo de manifestantes conhecido como Extinction Rebellion promete parar mais de 60 cidades por duas semanas em ações pelo meio ambiente. Eles pedem aos governos que reduzam as emissões de gases do efeito estufa até 2025 e interrompam ações que levem à perda de biodiversidade.
Nesta segunda-feira (7), ao menos 148 pessoas foram detidas durante os protestos. A agência de notícias Reuters afirma que 135 detenções ocorreram em Londres. Não há informações sobre as demais.
O Extinction Rebellion se tornou conhecido em abril, quando atrapalhou o trânsito no centro de Londres durante 11 dias. Mais de 1 mil ativistas foram presos à época, dos quais 850 foram processados por vários delitos de desordem pública. Até agora, 250 foram condenados.
Em português, "extinction" significa extinção e "rebellion", rebelião. Os membros do grupo se identificam como "rebels" (rebeldes) e dizem querer promover uma rebelião contra a extinção das espécies, inclusive a humana.
Além de Londres, na Inglaterra, há ações semelhantes acontecendo na Áustria, Austrália, Espanha, Estados Unidos, Holanda, e Nova Zelândia.
Organizadores esperavam reunir 10 mil pessoas em Londres, capital britânica.
Repórteres da Reuters no bairro de Westminster viram ativistas interditarem uma ponte e ruas.
Um grupo se amarrou a um simulacro de míssil nuclear diante do Ministério da Defesa, pedindo ao governo que redirecione os fundos gastos com os submarinos nucleares britânicos Trident para as políticas climáticas.
Em outro local, ativistas estacionaram um carro no meio de uma rua e se amarram a ele. Um fotógrafo da Reuters viu policiais cercando o veículo e ao menos dois deles tentavam soltar os ativistas.
Separadamente, grandes grupos de ativistas bloquearam a ponte Lambeth e a rua do Parlamento, ambas próximas das casas do Parlamento. Eles portavam cartazes com frases como "A mudança climática priva nossos filhos de um futuro a menos que atuemos agora".
Richard Dyer, um médico escocês aposentado que participava dos protestos, disse que os viu como uma extensão de sua carreira médica porque a mudança climática é a maior ameaça da história à saúde pública.
Continue lendo esta reportagem no G1
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