
03/10/2019
Dobrou o número de internações de crianças com problemas respiratórios nos nove estados que fazem parte da Amazônia Legal, de acordo com estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De janeiro a junho deste ano, o SUS registrou 30.546 hospitalizações –aproximadamente 5 mil por mês – enquanto o esperado para o período era de aproximadamente 2,5 mil.
O número de hospitalizações não corresponde exatamente ao número de pacientes, que eventualmente podem ter retornado ao hospital mais de uma vez durante o período.
O balanço foi publicado nesta quarta-feira (2) pela Fiocruz e analisa o aumento em aproximadamente 100 municípios da região Amazônica.
O levantamento destaca os estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso como mais vulneráveis e aponta um aumento nas mortes de crianças por complicações respiratórias em cinco estados da região.
Os pesquisadores dizem que, em alguns municípios, as internações quintuplicaram. Foi o caso de Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d´Oeste, em Rondônia; e Comodoro, no Mato Grosso.
Roraima apresentou o maior aumento nos casos de morte. Em 2018, o estado registrou 1.427 mortes a cada 100 mil crianças, número que neste ano foi de 2.398.
O estudo chama a atenção para o fato de que as populações indígenas são vulneráveis a esta poluição do ar, entretanto, reconhece que não é possível ainda avaliar a incidência de doenças nessas áreas.
Registros de satélite utilizados pela equipe de pesquisa denunciam que focos de calor estão nas bordas de terras indígenas. De acordo com o estudo, estas desempenham um papel de proteção contra queimadas e desmatamento na região amazônica.
“As queimadas na Amazônia representam um grande risco à saúde da população”, ressalta o estudo. “Os poluentes emitidos por estas queimadas podem ser transportados a grande distância, alcançando cidades distantes dos focos de queimadas."
Os pesquisadores explicam que estes dados são preliminares, e que ainda pode aumentar quando todas as internações do período sejam adicionadas ao sistema.
A matéria pode ser lida por completo no G1
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