UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Grupo vai velejar da Holanda até a América do Sul para acompanhar a Conferência do Clima da ONU

03/10/2019

Um grupo de 36 jovens de 13 países diferentes vai atravessar o Atlântico num veleiro para chegar até a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25). Inspirados pela jovem sueca Greta Thunberg, os ativistas partiram ontem (2) de Amsterdã, na Holanda, em uma jornada para chamar atenção do mundo para os efeitos da aviação nas mudanças climáticas.
O objetivo é chegar até a COP25, que começa em Santiago no dia 2 de dezembro, sem usar avião. Para isso, eles devem velejar por pelo menos sete semanas, cruzando o Atlântico, até o Rio de Janeiro, de onde seguem viagem de ônibus para a capital chilena.
O Chile foi escolhido para sediar o encontro internacional depois da desistência do Brasil, que anunciou em novembro de 2018 que não abrigaria mais o evento. Em 2017 o governo brasileiro havia se oferecido para ser anfitrião das negociações.
O grupo Veleje para a COP (Sail to the COP, em inglês) conta com ativistas ambientais de 18 a 31 anos. Pelo menos 1/3 deles não tem experiência alguma com veleiros. Apesar disso, todos os participantes da expedição devem ajudar a pilotar o barco, em turnos de 6 horas a cada dois dias.
Além disso, cada um deve dedicar cerca de 4 horas por dia ao desenvolvimento de ações para mitigar os efeitos do aquecimento global. Os resultados serão apresentados em um evento organizado pelo grupo, paralelo à COP25.
Uma das participantes do grupo, a holandesa Rosa Hofgärtner, de 25 anos, vai viajar de veleiro pela primeira vez na vida e define a experiência como algo "animador, mas também assustador".
"Temos muitos participantes que já velejaram antes e também um capitão muito experiente. Vamos descobrindo tudo enquanto viajamos", explica Hofgärtner. Ela participou de um workshop sobre a vida a bordo onde aprendeu o básico e recebeu instruções do que levar na viagem.
A experiência de ficar pelo menos oito semanas em um barco, sem acesso à internet e com mantimentos limitados, é vista como inspiradora pela jovem, que é estudante e pesquisa a ciência por trás das mudanças climáticas em seu país natal.
Dois anos atrás, Rosa resolveu deixar de voar de avião, mas não acredita que essa seja uma atitude que todos possam replicar. "É um movimento simbólico. Nós vamos navegar até a COP enquanto todos os líderes vão de avião até lá", avalia.

Leia a matéria completa no G1

Novidades

Fabricantes de instrumentos musicais tentam manter uso de pau-brasil

28/07/2026

Enquanto o elefante-africano e a tartaruga-de-pente não eram espécies ameaçadas de extinção, os fabr...

Pedras de demolição dão nova vida a banheiro público em Londres

28/07/2026

Pedras recuperadas de um edifício de escritórios demolido deram origem a um novo bloco sanitário pro...

Montanha de roupas descartadas que a Europa envia para o Chile já ultrapassa 60 mil toneladas e é visível do espaço

28/07/2026

Uma montanha com mais de 60 mil toneladas de roupas descartadas cresce a cada ano no deserto do Atac...

Espanha e França veem avanço de incêndios desacelerar, mas previsão de onda de calor preocupa

28/07/2026

O avanço dos incêndios na Espanha e França desacelerou nesta segunda-feira (27). No entanto, a previ...

Nem eles aguentam: camelos africanos sofrem com calor excessivo no deserto

28/07/2026

Os camelos são conhecidos como os "navios do deserto", mas nem mesmo esses animais resistentes estão...