
24/09/2019
Milhões de jovens ao redor do mundo foram às ruas nesta sexta-feira para participar de atos pelo meio ambiente. A greve global ocorreu às vésperas da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que começou ontem, em Nova York.
Em 150 países aconteceram protestos exigindo ações dos governantes e empresários contra o avanço do aquecimento global. Segundo as primeiras avaliações, com base nos que já aconteceram na Ásia e na Europa, as manifestações podem ser as maiores da História.
No Brasil, as principais capitais tiveram atos semelhantes. Em São Paulo, manifestantes se reuniram desde as 16 horas de sexta-feira no vão livre do Masp e fecharam a pista da Avenida Paulista sentido Consolação.
No Rio, manifestantes ocuparam as escadarias da Assembleia Legislativa. O Museu do Amanhã manifestou apoio e preparou atividades educativas sobre as mudanças climáticas.
Estudantes, ativistas e simpatizantes da causa também se mobilizaram em Salvador, Maceió, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília.
Em Nova York, onde o prefeito Bill de Blasio liberou os alunos das aulas, mais de 60 mil participaram de uma manifestação, segundo cálculo da prefeitura. Por lá ocorre, neste sábado, a Cúpula da Juventude para o Clima, também na ONU. Serão recebidos 100 representantes do mundo todo, entre 18 e 29 anos, para discutir as medidas necessárias a serem tomadas contra o aquecimento global.
— Estou muito esperançosa — disse Azalea Danes, 20 anos, estudante da Bronx High School of Science. — Esta é a nossa primeira greve intergeracional.
Manifestações estavam planejadas em cada um dos 50 estados americanos. Mais de 1.500 empregados da Amazon planejavam deixar a sede da empresa em Seattle e ir para as ruas. Funcionários de Google, Facebook e Twitter também anunciaram que planejavam participar dos atos.
As manifestações nas Américas do Norte e do Sul são o culminar de um dia de protestos globais que começaram quase 24 horas antes, quando a manhã começou na região Ásia-Pacífico.
Os primeiros eventos da greve aconteceram nas ilhas Vanuatu, Salomão e Kiribati, no Pacífico, territórios ameaçados pela elevação do nível do mar devido ao aquecimento global. Nestas ilhas, as crianças e jovens estudantes cantaram "não estamos fugindo, estamos lutando".
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