
19/09/2019
Um punhado de euros, alguns cliques e uma árvore é plantada. Em uma época em que viajar de avião começa a provocar culpa, compensar as emissões de carbono parece mais fácil do que nunca. Mas a eficácia destas ações é alvo de debate.
Ante a demanda cada vez mais exigente em termos de compromissos ecológicos, os mecanismos de compensação voluntários se multiplicam e até as grandes empresas energéticas competem com seus projetos de reflorestamento.
A Shell dedica U$S 300 milhões ao plantio de florestas, com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono entre 2% e 3%; a ENI recorre a "imensas florestas" em suas atividades de exploração e produção com o objetivo de alcançar "zero emissões líquidas"; e a Total contará com uma "business unit" dotada com 100 milhões de dólares por ano a partir de 2020.
A Shell dedica U$S 300 milhões ao plantio de florestas, com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono entre 2% e 3%; a ENI recorre a "imensas florestas" em suas atividades de exploração e produção com o objetivo de alcançar "zero emissões líquidas"; e a Total contará com uma "business unit" dotada com 100 milhões de dólares por ano a partir de 2020.
Embora o objetivo dessa unidade ainda não esteja muito definido, a empresa se compromete a desenvolver "atividades de conversão de meios naturais degradados em sumidouros de carbono (...) e atividades de conservação".
Além dos grandes anúncios, a compensação voluntária, que obedece em geral a um mecanismo simples, se desenvolveu nos últimos anos.
A empresa contaminante compra um crédito equivalente a uma tonelada de CO2 e a quantia paga contribui para financiar direta ou indiretamente um projeto de redução de emissões, como o reflorestamento ou o investimento em energias renováveis.
Esta é a lógica que a aviação civil aplicará com o dispositivo Corsia em 2020. Já há 65 Estados voluntários, que representam 87% da atividade internacional.
— Haverá uma certa quantidade de projetos de redução das emissões de CO2 sobre os quais se poderá escolher, e as companhias aéreas poderão comprar equivalentes em toneladas de CO2 nesses projetos — detalha Nathalie Simmenauer, diretora para o meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Air France.
O objetivo é alcançar "a neutralidade do crescimento do carbono", ou seja, manter o nível de emissões que for alcançado em 2020.
Por enquanto, só estão envolvidos os voos internacionais, em uma indústria responsável por entre 2% e 5% das emissões mundial de CO2.
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