
19/09/2019
"Sou uma garota em guerra", diz Ralyn Satidtanasarn, de 12 anos, referindo-se a sua luta para acabar com o plástico na Tailândia, inspirada pela jovem ambientalista sueca Greta Thunberg .
Matando aula para navegar num canal poluído de Bangkok em um pranchão de stand-up paddle, Lilly vai pescando lixo em sua missão de limpar seu país, onde a população usa, em média, oito sacolas plásticas por dia — cerca de 3 mil por ano, de acordo com dados do governo. A média é 12 vezes maior do que a da União Europeia.
Em junho, a adolescente de dupla nacionalidade — americana e tailandesa — conquistou sua primeira vitória: ajudou a convencer uma grande cadeia de supermercados, chamada Central, a não distribuir mais sacolas plásticas de uso único em suas lojas.
Outras redes varejistas estabelecidas na Tailândia, incluindo a 7-Eleven, têm seguido a tendência e se comprometido a não distribuir sacolas descartáveis a partir de janeiro de 2020.
— Deve ser assim — diz Ralyn, conhecida como Lilly, enquanto se aproxima de uma bolsa cheia de latas enferrujadas e garrafas quebradas. — No começo, pensei que era jovem demais para militar, mas Greta (Thunberg) me deu confiança. Quando os adultos não fazem nada, as crianças precisam agir — acrescenta.
Lilly não estará em Nova York com a jovem sueca, um ícone da luta contra o aquecimento global, na manifestação que acontecerá antes da conferência climática da Organização das Nações Unidas na próxima sexta-feira, dia 20. Mas ela irá se manifestar em Bangkok.
— Meu lugar é aqui. A luta deve ser travada no sudeste da Ásia — avalia a jovem.
Vários países da região — como Tailândia, Camboja, Filipinas, Malásia e Indonésia — recentemente se recusaram a continuar recebendo lixo de países de primeiro mundo.
Estas nações do sudeste asiático enviaram contêineres cheios de plástico para reciclar em seus países de origem, mostrando que não serão mais "depósitos de lixo" do Ocidente.
Em contrapartida, continuam gerando quantidades astronômicas de plástico em seu próprio território.
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