
17/09/2019
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reforçou nesta sexta-feira (13) a intenção de criar um fundo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 404 milhões) para a conservação da biodiversidade na Amazônia. O fundo terá um prazo de 11 anos, e será liderado pelo setor privado, de acordo com Pompeo.
A promessa de criar o fundo foi anunciada em março, quando o presidente Jair Bolsonaro esteve em Washington, em uma visita a Donald Trump.
O financiamento de ações de conservação é alvo de polêmicas na atual gestão. Entenda:
* Fundo Amazônia - Principal fonte de recursos internacionais, o Fundo Amazônia está paralisado. Ele já captou R$ 3 bilhões em doações, mas está inativo desde que o Ministério do Meio Ambiente anunciou a intenção de alterar seu funcionamento e destinar recursos para indenizar proprietários de terras. Maiores doadores, Noruega e Alemanha discordam das intenções do governo federal.
* Verba extra da Alemanha: em agosto, o país decidiu suspender R$ 155 milhões em financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade. O valor não integrava o Fundo Amazônia.
* Em agosto, Bolsonaro afirmou que Brasil não precisa de dinheiro da Alemanha para preservar a Amazônia.
* O presidente também sugeriu que a Noruega ajudasse no reflorestamento da Alemanha com a verba de R$ 132,6 milhões que não conseguiu repassar ao Brasil por causa da paralisação do Fundo Amazônia.
* Ainda em agosto, o G7 anunciou o envio de US$ 20 milhões. Bolsonaro também reagiu com críticas à iniciativa e chegou a exigir que o presidente francês retirasse supostos insultos antes de aceitar os recursos.
* Nesta sexta (13), governadores dos estados da Amazônia legal se reuniram com embaixadores de Noruega, Alemanha e Reino Unido para discutir investimentos internacionais.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez a declaração ao lado do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, em um pronunciamento a jornalistas após uma reunião bilateral entre os dois em Washington na manhã desta sexta-feira (13).
A matéria na íntegra pode ser lida no G1
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