
17/09/2019
Imagine como seria uma aula de história em uma escola no ano 3000.
Que rastros teríamos deixado os estudantes que habitam a Terra?
Assim como conhecemos hoje as ferramentas primitivas da Idade da Pedra ou as armas mais sofisticadas da Idade do Ferro, que vestígios veriam de nossa era?
No ritmo que estamos seguindo, tudo indica que o plástico será um dos maiores vestígios que deixaremos para o mundo.
Um novo estudo revela que a grande quantidade de plástico que usamos está sendo marcada no registro fóssil do planeta.
Portanto, alguns cientistas afirmam que estamos na Era do Plástico.
Para chegar a essa conclusão, Brandon e sua equipe analisaram sedimentos do fundo do mar perto da costa da Califórnia, que datam de 200 anos atrás.
Ao analisar seus compostos, eles notaram que a partir de 1940 a quantidade de plásticos microscópicos dobrava a cada 15 anos.
Em 2010, quando as amostras foram coletadas, as pessoas estavam depositando plástico no mar a uma taxa 10 vezes maior do que antes da Segunda Guerra Mundial.
A bióloga diz que sua descoberta reforça a ideia de que o acúmulo de plástico pode ser usado como um indicador do início do Antropoceno, uma era geológica proposta pela comunidade científica que se caracteriza pelas mudanças que os seres humanos causaram no planeta.
O estudo de Brandon sugere que "nosso amor pelo plástico" é um dos marcos que indicam o início do Antropoceno.
O plástico é popular há apenas 75 anos, mas a marca que ele deixa é duradoura.
As amostras analisadas por Brandon e sua equipe revelam que a maior parte do plástico contido no fundo do mar veio de fibras de roupas, mas também foram encontrados fragmentos de materiais de sacolas e outros tipos de partículas.
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