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Floresta tropical, savana e tundra sofrem com aumento de queimadas em 2019, mas fogo na Amazônia impacta mais o planeta

05/09/2019

O aumento nos focos de incêndio neste ano nos maiores biomas do mundo chamou a atenção da comunidade internacional. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), compilados com o auxílio de sistemas da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), apontam que há três biomas que foram particularmente afetados pelas queimadas em agosto de 2019: a tundra, vegetação baixa que ocorre em diversas regiões da Rússia; a savana, que recobre boa parte da Angola, da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia; e a floresta amazônica, atingida pelos incêndios no Brasil e na Bolívia.
De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, o impacto das queimadas provocadas pela ação humana na Amazônia é mais grave do que o registrado nas demais áreas por causa de, ao menos, quatro pontos principais: maior perda de biodiversidade, maior emissão de carbono, dificuldade na recuperação da flora e alteração no regime de chuvas no mundo.
Os dados do Inpe/Nasa apontam que a alta das queimadas na Amazônia em agosto levou o Brasil a subir duas posições na lista de países com mais focos no planeta em relação ao mesmo mês de 2018. Quando comparada a série histórica para o mês de agosto, nos quatro anos anteriores o Brasil estava em terceiro na lista de países com mais focos. A última vez que o país apareceu em segundo lugar foi em 2014.
Nos últimos dez anos, o Brasil figurou em terceiro por seis vezes. O país ficou em primeiro na lista apenas duas vezes, em 2012 e em 2010, anos nos quais as queimadas no Brasil ficaram acima da média histórica para o mês.
Considerado o período de janeiro a agosto deste ano, o Brasil foi o terceiro país com mais focos de queimadas registrados, atrás da Angola e da República Democrática do Congo (RDC). Trata-se da mesma posição que o país mantinha em 2018, mas com número de focos 71% maior, contra um aumento de 17% em Angola e de 14% na RDC na mesma comparação.

A matéria na íntegra pode ser lida no G1

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